segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Consórcio rafale se reune com prefeitura de São bernado do campo e Discute cidade digital
   Executivos do Consórcio RAFALE se reuniram na última semana com a equipe do Prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. O objetivo da reunião presidida pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Jefferson da Conceição, foi aprofundar as discussões para transferência de tecnologia na cidade, caso o caça Rafale seja escolhido pelo Governo Brasileiro como nova aeronave da FAB, dentro do escopo do programa F-X2.
A iniciativa faz parte dos esforços do Consórcio para iniciar o processo de cooperação industrial que integra a proposta francesa para o Brasil. A França é o único concorrente do F-X2 que oferece transferência irrestrita de tecnologia para o Governo brasileiro e as empresas e organizações locais. O projeto de transferência de tecnologia e compensações irá abranger mais de 160% do contrato de compra da aeronave.
Entre os temas abordados na reunião estão a cooperação tecnológica e educacional, o apoio em pesquisa e desenvolvimento, a implantação do projeto da Cidade Digital em São Bernardo do Campo e os próximos passos para as parcerias. A empresa Omnisys, subsidiária da francesa Thales no Brasil, estuda ampliar suas instalações em São Bernardo do Campo, diante de perspectivas de produção de novos radares. O próximo passo da parceria com a prefeitura será dado no início de 2012, quando a Dassault Systèmes, intermediada pelo Consórcio RAFALE, apresentará a primeira maquete digital da cidade.
Jean-Marc Merialdo, diretor da Dassault International no Brasil, comenta que a iniciativa irá além das parcerias industriais entre empresas, favorecendo também a comunidade acadêmica da região. “O Consórcio RAFALE vai inserir universidades da região numa rede de universidades francesas, favorecendo o intercâmbio de experiências acadêmicas e de estudantes”, comentou o executivo. A parceria com universidades da região do ABC Paulista vai congregar projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos de alta tecnologia, na área de técnicas de produção e de monitoramento ambiental.
FONTE: RAFALE International

domingo, 11 de dezembro de 2011

França Manda primeiro-Ministro salvar Rafale


Coluna do Claudio Humberto
Os franceses não desistem: primeiro, conversaram esta semana com o ministro Celso Amorim (Defesa) preparando a visita ao Brasil, quarta (14), do primeiro-ministro François Fillon, que vai discutir com Dilma a crise do euro e a adiada compra dos caças de combate Rafale, que ninguém quer. Se o Brasil tem grana para emprestar ao FMI, a França supõe que poderá levar ao menos US$ 4 bilhões pela venda dos caças.
FONTE: Jornal do Brasil

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sem contrato com a FAB, Rafale pode ser extindo
 governo frances estuda cancelar a produção se não fechar a venda de caça para o Brasil 
GENEBRA – Com seu avião encalhado, o governo francês abre uma polêmica ao romper um tabu e admitir que considera encerrar a produção do caça Rafale. O jato foi considerado pelo governo brasileiro como o favorito para vencer a licitação aberta para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Mas até hoje, a Dassault, fabricante do Rafale, não conseguiu um só comprador fora da França para seu modelo, em mais de uma década de produção e milhões de euros gastos em lobby.
As declarações foram feitas pelo ministro da Defesa, Gerard Longuet, e abriram imediatamente um debate no país. Horas depois, o ministro foi obrigado a emitir um comunicado para retificar sua avaliação e prometer publicamente que o avião continuaria sendo fabricado até 2030, pelo menos para suprir as forças aéreas francesas.
Mas a crise já havia sido instalada. A declaração que criou a polêmica foi a de que se o país não encontrasse compradores para seu caça, não teria outra alternativa senão a de fechar a linha de produção. “Se a Dassault não vender seu aparelho ao exterior, a cadeia (de produção) será encerrada”, disse o ministro. Segundo ele, se nenhum modelo for vendido, os jatos em fabricação hoje e que estão programados para ser entregues em 2018 serão os últimos a ser produzidos.
Longuet foi obrigado a corrigir suas declarações, insistindo que, mesmo sem vender um só jato ao exterior, a Dassault continuará sua linha de produção até 2030 para fornecer os aviões aos militares franceses.
Questionado sobre a falta de comprador, o ministro admitiu que o avião francês é mais caro que o norte-americano e que a produção em escala dos Estados Unidos reduz o custo do concorrente. Duzentos aviões Rafale foram encomendados pelo governo francês em 15 anos, enquanto os americanos produziram 3 mil.
As decepções no campo francês se acumulam. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar que havia fechado o acordo com a França, o que depois jamais foi confirmado. O avião também não está entre os favoritos para os militares brasileiros. Há um mês, foi a vez do governo dos Emirados Árabes afirmar que a negociação mostrava que o avião francês “não era competitivo” e seu preço era “irrealizável”.
Mas a gota d’água que fez explodir o debate foi a decisão da Suíça de abandonar sua ideia de comprar o Rafale e optar pelo modelo sueco, que também concorre na licitação brasileira. Berna, apesar de acumular reservas bilionárias e não estar sendo afetada pela crise econômica, optou por um avião que economizaria aos cofres públicos US$ 1 bilhão.
Para manter a linha de produção em funcionamento, o governo francês foi obrigado em 2010 a encomendar 11 novos caças à Dassault. Além do Brasil, a grande esperança dos franceses é de ganhar a licitação aberta na Índia para a compra de 126 caças, no valor de US$ 8 bilhões.
O ministro, porém, garantiu que a manutenção dos aviões em utilização hoje será assegurada pela Dassault pelos próximos anos. Segundo ele, “o fim será para o construtor, não para o usuário” que terá o avião em mãos por até 40 anos.
Repercussão. Diante da polêmica, a Dassault se recusou a comentar a declaração do ministro. Mas nem a empresa e nem o governo tem consigo evitar comentários na imprensa francesa ridicularizando a falta de capacidade do país de vender seus aparelhos. Programas de humor falam sobre o problema do Rafale, enquanto cartunistas usam os aviões não vendidos para atacar a falta de competitividade da indústria francesa.
Nos últimos meses, porém, o governo francês insiste que foi a capacidade militar do Rafale que garantiu que os ataques da OTAN sobre a Líbia tivessem resultados positivos.
FONTE:França

Senadores reavaliam o preço do rafale
 

O caça da Dassault é mais caro do que o esperado: seu preço unitário chegou agora a €152.000.000, tendo em conta a inflação e os novos desenvolvimentos, como o padrão F3



Passou despercebido. Mas no recentemente revelado relatório do projeto de orçamento para 2012, apresentado em 17 de novembro pela Comissão dos Assuntos Estrangeiros, Defesa e Forças Armadas do Senado os autores do documento, Senadores Xavier Pintat e Daniel Reiner, fornecem novas cifras do programa Rafale.
“O custo total do programa, atualizado ao preço de 2011 é de €43,56 bilhões para o Estado, contando o desenvolvimento”, afirmaram os senadores. Tal custo estava em €40,7 bilhões durante a última avaliação. O que eleva o preço unitário de um Rafale para a França para €152 milhões (286 unidades), contra €142 milhões anteriormente.
Estes €10 milhões adicionais foram calculados para um período de 40 anos, resultantes tanto da consideração da inflação, quanto (mais importante) do upgrade para o padrão F3, feito sobre 48 aeronaves entre 2008 e outubro de 2010. Um padrão mais moderno incluiria entre outros uma nova versão da Snecma M88, o Pod de designação a laser Dâmocles, o radar de antena ativa (AESA) RBE2 e o Pod de Reconhecimento Reco NG.

Necessidade de pagamento adicional

Esta escalada dos custos do Rafale continuará até o final de 2012 e além. O programa Rafale sozinho absorve mais de 35% das dotações de pagamento para o componente “Engajamento e Combate” no projeto da lei orçamentária de 2012 (de 1,57 bilhão de euros no total), bem à frente do Submarino de ataque nuclear Barracuda e das Fragatas multi-missão FREMM.
Como é sabido, a ausência de um contrato de exportação do Rafale conduziu ao parto prematuro de 17 aeronaves adicionais desde 2009, para um total que pode chegar a 69 aeronaves até 2014. “Essas antecipações conduzem à necessidade de pagamento de cerca de 1,1 bilhão de euros a mais no período 2011-2013″, dizem os senadores.
“Essa aceleração de entrega do equipamento afetou negativamente a execução do orçamento e levou ao adiamento do programa de renovação da frota de Mirage 2000D. Mas em termos de equipamento militar, se a qualidade é importante, a quantidade também. Cuidados devem ser tomados para não levar – por razões industriais – à formação de um exército de bolso”, eles advertem.
A reavaliação do custo do Rafale, necessária como é, pode não conseguir resolver os problemas de exportação da Dassault, embora este novo cálculo não mude os preços de exportação do Rafale.
FONTE: Usine Nouvelle

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

França interronpera produção do rafale sem pedidos estrangeiros
 

O ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, afirmou nesta quarta-feira que a produção do caça Rafale será interrompida caso não sejam feitos pedidos estrangeiros, mas explicou que a manutenção das aeronaves está garantida.
“Se a Dassault não vender nenhum Rafale no exterior, a linha de produção será interrompida, depois que a França receber as 180 aeronaves que ordenou”, declarou Longuet. “Naturalmente a manutenção das aeronaves será mantida”, completou.
Ao ser questionado sobre os motivos da Dassault não conseguir vender o caça no exterior, Longuet disse que o Rafale é mais caro que o americano F/A-18 Super Hornet. “Quando nós encomendamos 200 Rafale, os americanos produzem 3.000 aeronaves”, disse.
FONTE: AFP (Pierre Verdy) via Yahoo
NOTA DO EDITOR:clique nos links a seguir para entender o processo de reestruturação da Força Aérea Francesa, no qual a introdução do Rafale como substituto de diversas aeronaves (o que inclui também os Super Etendards da Marinha Francesa) é um dos grandes eixos condutores, e como o limite de 180 aeronaves para a França poderia afetar esses planos.
O número de 180 aeronaves citado na matéria da AFP / Yahoo deve levar em conta a encomenda de 60 aeronaves realizada em 2009, que somada às anteriores dava 180 caças – encomenda que foi objeto da matéria “Rafale na França: 60 para a Marinha e a Força Aérea“. O leitor Justin Case gentilmente nos trouxe link para nova matéria, publicada pelo jornal francês “Le Point” com informações da AFP (clique aqui para acessar), em que o ministro da Defesa da França diz que “mesmo que a Dassault não venda o Rafale a clientes estrangeiros, a produção destinada às forças armadas francesas não deve parar antes de 2030. As entregas para as forças armadas continuarão, substancialmente, para além de 2020. Enquanto isso, a aeronave passará por atualizações entre 2020 e 2030″.
Como já mostramos em outra  matéria anterior (‘Hi-lo mix’ à francesa), ao menos para os próximos anos a estratégia da Força Aérea Francesa é manter uma força de 300 aeronaves de combate polivalentes, dos tipos Mirage 2000 D e Rafale, com a capacidade de deslocar 70 deles a 7.000 km de distância em caso de conflitos de maior intensidade – isso já levaria em conta a gradual retirada de serviço de outras versões do Mirage 2000 (M2000-5, M2000C e M2000N) e entrega de exemplares do Rafale para substituí-los, fazendo com que por talvez mais uma década a Força Aérea Francesa seja composta por um “mix” de Rafale e Mirage 2000D (que é a versão do M2000 especializada em ataque terrestre).
Mais para a frente, com a baixa do Mirage 2000D, esse número total de 300 aviões de combate seria idealmente diminuído para uma frota de 234 caças de um só tipo, o Rafale (isso só para a Força Aérea, aos quais se somariam outros 60 da Marinha), conforme o planejamento original. Mas uma eventual finalização da produção nas 180 unidades encomendadas até o momento talvez torne necessário reduzir ainda mais. Praticamente, das 300 aeronaves de combate que a Força Aérea Francesa planeja manter nos próximos anos, e descontados dos 180 Rafale encomendados os caças da Marinha Francesa,  apenas metade (150) estaria na dotação quando da baixa dos Mirage 2000D e a padronização com o Rafale, caso as encomendas totais até o momento não recebam acréscimo.
Mas, evidentemente, um grande sucesso de exportação (como pode vir a ser o programa indiano MMRCA) daria um grande fôlego para se evitar o prognóstico pessimista que o ministro da Defesa da França teria feito, antes das retificações mostradas na matéria mais recente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Albertsson Nao somos somente o Gripen 


Marcelo Cabral
  A sueca Saab está ampliando sua aposta no Brasil. Após quase uma década de participação na enroladíssima e ainda não decidida licitação do governo federal para a compra de 36 aviões de combate para a Força Aérea, a empresa de defesa e segurança resolveu ampliar seus horizontes para os outros programas que visam modernizar as Forças Armadas. Quem vai cuidar dos novos projetos será Ake Albertsson, vice-presidente de marketing mundial do grupo, agora nomeado como gerente-geral para o Brasil. “Não somos somente o Gripen (avião oferecido na disputa dos caças)”, disse Albertsson à DINHEIRO. “Temos radares, sistemas eletrônicos e soluções que vão contribuir tanto para o setor militar quanto para capacitar a indústria brasileira.”
A chegada de Albertsson é mais um passo da ofensiva comercial mantida pela Saab no Brasil. O primeiro grande movimento ocorreu no ano passado, com a aproximação política com Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo, pelo PT, e amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse contato resultou na criação do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) na cidade, capitaneado pela empresa, bem como na trasformação de Marinho em um aliado de primeira linha. “O Centro vai oferecer mão de obra capacitada para empresas que atuarem em parceria conosco nos futuros projetos no Brasil”, afirma Albertsson. O objetivo é oferecer nos próximos três anos cerca de 100 bolsas de estudo a brasileiros na Suécia, entre doutorados e pós-doutorados.
Albertsson transferiu-se da gélida Linköping, na região central da Suécia – e um dos principais polos tecnológicos do país –, diretamente para o tórrido Rio de Janeiro, onde ficará baseado. Ele, no entanto circulará entre sua base de operações e São Paulo, onde estão as principais empresas nacionais da indústria de defesa. Brasília, onde a Saab já mantém um escritório voltado para contatos com parlamentares e militares, também fará parte da rota do executivo. Afinal, é no âmbito do Ministério da Defesa que será travada a disputa em torno dos três grandes programas que estão na mira da companhia.
O primeiro deles é o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), orçado em R$ 10 bilhões. Trata-se de um programa que irá reunir radares, sistema de comunicação, veículos aéreos sem tripulantes e pelotões de soldados para proteger as fronteiras do País, especialmente a Amazônia. Já o segundo programa é naval. O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz) vai reunir em um único grande sistema dados vindos de várias plataformas – navios, aviões, submarinos, helicópteros e guarda costeira – para patrulhar a costa nacional, especialmente os campos petrolíferos do pré-sal, uma região conhecida no jargão militar como Amazônia Azul devido à sua extensão. Ambos os projetos estão na fase inicial, conhecida como request for information (pedido de informações) e devem ser efetivamente iniciados no ano que vem, com previsão de serem concluídos no fim da década.
Caça Gripen: avião de combate sueco segue no páreo para ser vendido à FAB
O último alvo da empresa sueca também está nos mares. O Programa de Obtenção de Meios de Superfície (ProSuper) prevê a compra de 11 navios pela marinha por um total de cerca de R$ 7,5 bilhões, para proteger os campos de petróleo do pré-sal. O plano dos militares é que dez dos 11 navios sejam construídos no Brasil, com total transferência de tecnologia no processo. Esse é o programa mais avançado de todos, estando na fase do request for proposal (pedido de proposta). Os resultados da concorrência, que conta com a participação de empresas da Inglaterra, Itália, França, Espanha, Alemanha e Coreia do Sul, devem ser anunciados no primeiro trimestre de 2012. No caso da Saab, a companhia não participaria do processo de fabricação mas sim da equipagem dos sistemas, especialmente os radares.
A ideia da Saab é procurar parceiros brasileiros para participar dos processos. Nos bastidores do mercado de defesa, comenta-se que grupos nacionais que atuam no segmento militar – Embraer, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa – estão em busca de parceiros internacionais visando a formação de joint-ventures para as disputas. “Os brasileiros entram com a indústria e os estrangeiros com know-how e tecnologia”, diz um especialista no setor. “A disposição de transferir integralmente essa tecnologia pode ser o diferencial da Saab diante das concorrentes, como a Thales (França), a Elisra (Israel) e a Finmeccanica (Itália)”. Albertsson não confirma nomes, mas se diz “aberto a todas as empresas que tiverem interesse em colaborar conosco”

FONTE:
Isto É Dinheiro, via Notimp

domingo, 4 de dezembro de 2011

Disputas de caças no fim do ano: primeira poder Aéreo acertou...

No dia 15 de novembro, publicamos uma tradução de matéria da Aviation Week sobre a iminência da divulgação de resultados de algumas das mais importantes concorrências internacionais de caças. Para acessar, clique na imagem ao lado.
A matéria falava que resultados eram esperados, ainda antes do final de 2011, para as concorrências da Suíça (onde disputavam o Saab Gripen, o Dassault Rafale e o Eurofighter Typhoon), do Japão (competição entre Typhoon, Boeing F/A-18E/F e Lockheed Martin F-35), da Índia (Rafale e Typhoon) e dos Emirados Árabes Unidos (onde o Rafale antes corria sozinho mas passou a disputar a primazia com Typhoon, F/A-18E/F e Boeing F-15). Por coincidência,  justamente no dia seguinte (16 de novembro) o príncipe da coroa de Abu Dhabi deu a famosa declaração sobre seu descontentamento com as condições oferecidas pela Dassault, o que pode adiar esse último processo.
Mas voltemos à matéria do dia 15 de novembro. Para cada parte do texto, havíamos escolhido para ilustrar a foto de um caça diferente, procurando mostrar a maioria dos caças citados e sem repetir candidatos a várias disputas, deixando pelo menos um representar cada competição. Por razões estéticas, também tínhamos selecionado fotos no arquivo que mostrassem os caças em ângulos frontais, parados ou taxiando, e as mais bonitas eram do Gripen, F-35, Rafale e Typhoon.
Como a parte inicial da matéria falava da concorrência suíça, escolhemos aleatoriamente um dos três “Eurocanards” concorrentes para ilustrar. No caso, foi o Gripen. E, por acaso, este acabou sendo anunciado como o escolhido!
Deve-se dar o desconto, de qualquer forma, que a foto era de um Gripen C, e não do demonstrador NG que representaria melhor a intenção da Suíça pelas novas versões E/F do caça sueco.

Mas e os outros? Será que os demais caças que usamos para ilustrar cada trecho da matéria terão a mesma “sorte” que o Gripen teve na concorrência suíça? Se o Poder Aéreo continuar “pé-quente” nos  palpites que fez sem querer naquela matéria, então:
  • O escolhido no Japão será o F-35.
  • Na Índia, será o Rafale.
  • Nos Emirados, será o Typhoon.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Socialistas suíços querem que as compra de caças vá a referendo
 

Segundo matéria da AFP (Agência France Presse), neste sábado os socialistas suíços disseram querer um referendo sobre a decisão do governo de adquirir novos caças por 3,1 bilhões de francos suíços (aproximadamente 2,5 bilhões de euros) se a venda afeta outros gastos.
O Conselho Federal revelou, na quinta-feira, sua proposta de comprar 22 caças Gripen, fabricados na Suécia, para substituir seus envelhecidos F-5. Os socialistas temem que a encomenda represente uma escalada nos gastos militares que poderia ser transformar em restrições do orçamento em outras áreas, especialmente educação, transporte e agricultura.
Num encontro realizado em Lucerna neste sábado, membros do partido passaram, por unanimidade, uma resolução sobre o assunto após um documento detalhando a posição do grupo ter sido aprovado em outubro. O partido rejeita a possibilidade de aumento de gastos principalmente porque não houve uma votação pública sobre a compra das aeronaves, descrita como um “escândalo” pelo membro do Conselho Nacional, Eric Voruz.
Será lançado um referendo se o parlamento procurar uma base legal para justificar restrições orçamentárias ou requerer um aumento do gasto militar para cobrir a aquisição. Se um referendo não brecar o acordo, os socialistas vão pedir uma moratória na compra até 2025.
O acordo para compra do Gripen será submetido ao parlamento como parte do programa militar 2012 do Governo. As decisões parlamentares podem ser submetidas a votação pública na Suíça, no caso de suficientes votos serem coletados.
FONTE: Suiça

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Documento mais antigo do TTE suíço mostra a versao anterior do Gripen

Ainda é possível encontrar informes e documentação mais antiga sobre o TTE – Tiger-Teilersatz, ou programa de substituição parcial do F-5 Tiger II, seguindo alguns caminhos menos comuns no site da Força Aérea Suíça. Isso porque  o site é publicado em três línguas originais (italiano, francês e alemão), com algumas diferenças entre uma versão e outra e também em relação à versão resumida em inglês. Isso permite acesso a partes que não estão no ar em alguma versão ou mesmo no site da Armasuisse (organização suíça dedicada às aquisições de defesa), que também trazia informações sobre o TTE.
Um documento em pdf com as características do Gripen, acessível a partir da área do TTE em alemão, mostra uma versão diferente da que foi divulgada no pdf que acompanhou o informe sobre a seleção do caça sueco, publicado no último dia 30 de novembro de 2011 no site do Departamento de Defesa, Proteção Civil e Esportes (DDPS) da Suíça. Na parte do pdf novo que pode ser vista na imagem mais abaixo (com data de 28 de novembro de 2011 e que já mostramos em matéria anterior), o motor indicado é o General Electric F414G, o mesmo que equipa o demonstrador do Gripen NG (que testa as mudanças que deverão ser implementadas nas versões E / F do caça). Já o documento antigo, com data de 21 de agosto de 2008 e que pode ser visto na imagem acima, a motorização é o Volvo RM-12, que equipa a versões C/D. Essa diferença, além de todas as informações já declaradas por fontes suíças e da Saab nesses últimos dois dias, deixa ainda mais claro que a proposta do Gripen foi atualizada ao longo do processo.

Além da motorização, pode-se notar também as diferenças de peso vazio e máximo de decolagem, comprimento, envergadura, além do perfil da aeronave: a ilustração do caça no pdf mais novo mostra claramente a nova configuração do trem de pouso principal que vem sendo testada no Gripen NG Demo, que libera mais espaço na fuselagem para combustível. Curiosamente, a carga de armamentos externos não foi alterada, embora tenham sido acrescentados dois pilones.

Para as prentesões da Raaf, F-35 é só o começo do futuro
 

Pelo menos é o que parecem dizer os “papéis de parede” disponibilizados no site da Real Força Aérea Australiana (RAAF). Os australianos, que mal terminaram de receber seus novíssimos Super Hornets, e hoje aguardam na fila do F-35 em meio a várias polêmicas sobre o atraso desse caça de quinta geração, mostam a pretensão de conquistar o domínio do espaço.
Um pequeno pulo para o canguru do cocar da RAAF, mas um grande salto para todos os seus pilotos. “Ao infinito e além!”
CLBI lança foguete nesta sexta feira anoite

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, lança na sexta-feira, às 20 horas (horário de Brasília), o foguete VS-30. O exercício marca os 40 anos do acordo de cooperação tecnológica internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR). No último dia 25, o CLBI realizou com sucesso o treinamento para o lançamento deste veículo, lançando o veículo ORION.
O foguete VS-30 será lançado com uma carga útil científica portando dois experimentos: um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O VS-30 é um veículo mono-estágio que utiliza propelente sólido, tendo, no voo, 7,1 m de comprimento (dos quais 3,1 m de carga útil) e uma massa total da ordem de 1,5 mil kg.
Os experimentos
O experimento científico do INPE consiste em uma Sonda de Langmuir, que fará medidas do perfil da densidade de elétrons a partir do perfil da corrente recolhida por um sensor de aço inox, montado na ponta da coifa do foguete. A sonda medirá a temperatura cinética dos elétrons e coletará dados da função de distribuição de sua energia.
Já o experimento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um GPS desenvolvido em cooperação com o Instituto de Aeronáutica e Espaço, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete (neste caso) ou de um satélite no espaço. A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente – como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites. Atualmente, os receptores GPS utilizados na área espacial no País são importados.
FONTE:Portal Terra, via Notimp

Promotoria Suiça vai investigar o vazamentos de relatório dos caças

Promotores suíços iniciaram um inquérito sobre a violação de segredo oficial, após relatórios relacionados à compra de novos caças vazarem à mídia. A informação foi dada à Agência France Presse (AFP) nesta sexta-feira por uma fonte da justiça.
O Ministério Publico (prosecution office) Federal confirmou o início da investigação à AFP, após reportagens nos jornais locais Tages-Anzeiger e Bund. A investigação está relacionada a dois relatórios confidenciais da Força Aérea Suíça que faziam críticas às aeronaves suecas Gripen, fabricados pela Saab, e que foram mandados para um outro jornal, o Basler Zeitung.
Os relatórios foram publicados apenas dias antes da decisão do Governo Suíço sobre o tipo de aeronave de combate que compraria. Apesar das reportagens prejudiciais, o Governo Suíço optou pelo Gripen no acordo que é estimado em mais de três bilhões de francos suíços (aproximadamente 3,25 bilhões de dólares).
FONTE: Agência France Presse via The Local (edição Suíça)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nota da Rafale internacional Sobre a escolha do gripen pela a suiça

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Rafale International está surpresa com a escolha do Conselho Federal Suíço

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A equipe Rafale observou devidamente a escolha das Autoridades Suíças a respeito da aquisição de seu futuro avião de caça. A equipe lamenta que o Conselho Federal Suíço, como declarou oficialmente, “conscientemente decidiu não posicionar a Suíça no nível máximo da Europa no que se refere ao desempenho do novo avião de caça”.
As capacidades do Rafale permitiriam à Confederação Suíça atingir seus requerimentos operacionais com uma menor quantidade de aeronaves a um preço equivalente ou menor, como foi demonstrado durante as avaliações da Força Aérea Suíça.
O Gripen “adaptado à Suíça” existe apenas no papel. Seus riscos de desenvolvimento e produção aumentam significativamente os esforços financeiros requeridos pelas Autoridades Suíças para cumprir com o programa de aviões de caça do país.
A Rafale International estende seus sinceros agradecimentos às 250 empresas suíças que tomaram parte nas parcerias industriais do projeto nos 26 cantões da Confederação Suíça.
Berna, 30 de novembro de 2011
Rafale International
FONTE: Dassault Aviation