quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nota no derpatamento de Defesa da suiça Sobre a Escolha do Gripen
 

-

O Conselho Federal aprova a compra de 22 jatos Gripen (30/11/2011)

-
O Conselho Federal decidiu adquirir 22 caças Gripen da Saab para substituir a frota obsoleta de F-5 Tiger. O projeto de aquisição será proposto ao Parlamento no âmbito do Programa de Armamento 2012.
Durante a última sessão de outono, o Parlamento aprovou as diretrizes para o desenvolvimento do exército. Para financiar um efetivo de100 000 militares, preencher as lacunas em equipamentos e permitir a reabilitação de imóveis, a Assembleia Federal decidiu aumentar para 5 bilhões de francos por ano o orçamento militare a partir de 2014. Enquanto isso, o Parlamento encarregou o Conselho Federal para começar, até o final de 2011, a compra de novos caças. O Conselho Federal cumpriu essa tarefa na sessão de quarta-feira decidindo pela aquisição de 22 jatos Saab Gripen, em substituição da frota obsoleta de F-5 Tiger.
Para a seleção do novo caça a jato da Suíça estavam competindo modelos três candidatos: o Rafale da fabricante francesa Dassault, o Eurofighter do consórcio europeu EADS / Cassidian e Gripen da empresa sueca Saab. Os três modelos foram submetidos pelo DDPS a uma avaliação global plurianual, durante a qual todos os candidatos demonstraram preencher os requisitos para a seleção do novo caça da Suíça.
A aquisição de um novo caça é um componente do desenvolvimento do exército. O DDPS acredita que, como tal, essa compra também deve ser sustentável a médio e longo prazo. Mesmo no caso do aumento do orçamento militar para 5 bilhões de francos anuais, a economia adicional continuará a ser essencial, e não podem ser adiadas as medidas necessárias para corrigir o mais rapidamente possível as lacunas de equipamento e para implementar projetos reabilitação dos imóveis: assim, as considerações financeiras desempenharam um papel decisivo na escolha do novo caça.
Ao escolher o Gripen, o Conselho Federal optou por umavião de combate que, ao mesmo tempo, atende às necessidades militares e também é financeiramente sustentável a médio e longo prazo para o DDPS e o exército. Em comparação com os outros dois modelos, o caça da Saab apresenta não apenas custos significativamente mais baixos de aquisição, mas também de operação. A escolha do modelo sueco permite a compra de um jato de combate capaz de um potente desempenho e garante que a substituição dos obsoletos F5 Tiger não resultá em perda financeira para outros setores das forças armadas e os equipamentos que eles necessitam. Com esta decisão, o Conselho Federal revela-se disposto a investir na segurança do país, sem se afastar dos imperativos da política financeira e tendo devidamente em conta a sustentabilidade financeira de todo o sistema. O Conselho Federal decidiu conscientemente não posicionar a Suíça, no que se refere ao desempenho de um novo caça a jato, no nível máximo existente na Europa.
Como os outros candidatos na disputa, a Saab se comprometeu a compensar 100% do valor do contrato, mediante compromissos  com a indústria suíça. Tal compensação de negócios no país permitirá à indústria do país ascender a um elevado conhecimento (know how) tecnológico e estabelecer novas relações comerciais a longo prazo. O Conselho Federal confia portanto que a aquisição de novos caças também envolve importantes estímulos importantes para o parque industrial e a pesquisa na Suíça.
O Conselho Federal determinou ao DDPS que defina, com a Saab e o governo sueco, os detalhes precisos da aquisição prevista de 22 caças Gripen e  avaliar a possibilidade de otimizar ainda mais o pacote contratual completo. Em fevereiro de 2012, o DDPS apresentará ao Conselho Federal uma gama de variantes para a aquisição proposta. O projeto será então proposto ao Parlamento no âmbito do Programa de Armamento 2012.
Implicações financeiras
Para permitir a compra de caças novos, o financiamento de um exército de 100.000 militares, a eliminação de lacunas de equipamentos e renovação de imóveis, em 29 de Setembro de 2011 o Parlamento incumbiu o Conselho Federal de aumentar para 5 bilhões, a partir de 2014, o limite de gastos para o exército, o que corresponde a um aumento de cerca de 600 milhões em relação ao plano financeiro final da legislatura 2013-2015.
Para financiar esses recursos adicionais, será necessário criar mais receita no montante de 600 milhões de francos ou decidir uma economia da mesma quantia. Por esta razão, o Conselho Federal instruiu o DFF para enviar, no início do próximo ano, o necessário embasamento para as decisões. Quando for adotado o Programa de Armamento 2012, o Conselho Federal pretende proceder de maneira simultânea com as decisões materiais pelo financiamento do aumento do  limite  dos gastos militares e enviar o dossiê para processo de consulta.
A mensagem relacionada, portanto, pode ser submetida à Câmara federal e aprovada pelo Parlamento no final de 2012 ou início de 2013. Um eventual programa de economia, que seria conectado em termos legais com o decreto referente ao crédito para a compra de aviões de combate, será emitido somente na forma de projeto submetido a referendo. Uma ordem  juridicamente vinculativa aos caças ocorrerá somente após a conclusão do processo de desisão parlamentar e eventual voto popular.
FONTE: DDPS (Departamento Federal de Defesa, Proteção Civil e Esporte da Suíça)

OPV L Adroit chega a Toulon

 


O OPV L’Adroit, primeiro da classe “Gowind”, atracou no dia 24 de novembro na base naval de Toulon no Mediterrâneo, seu porto base, apenas 18 meses após o término da construção no estaleiro Lorient da DCNS no Atlântico.
Construída com financiamento da própria DCNS, esta plataforma de segurança marítima está agora emprestada à Marinha da França por um período de três anos. Nos próximos meses, o L’Adroit vai demonstrar suas excepcionais capacidades.
O OPV classe “Gowind” lidera os esforços da DCNS para conquistar uma fatia maior do crescente mercado de navios de superfície de pequeno e médio deslocamento.
Nos próximos três anos, a Marinha Francesa vai testar as capacidades do navio nas atuais e emergentes missões que vão desde a pesca,  policiamento, interdição de drogas, proteção ambiental e ajuda humanitária para busca e salvamento no mar.
Com duas equipes em rotação a cada quatro meses, a alta confiabilidade do projeto está prevista para oferecer nada menos que 220 ​​dias de disponibilidade operacional no mar por ano.
Inovador pelo design
Com um comprimento de 87 metros, o OPV L’Adroit oferece três semanas de persistência em águas azuis, com alance de 8.000 milhas náuticas, velocidade máxima de 21 nós e um helicóptero / UAV no convés de vôo. O projeto também dispõe de plena provisão para a tripulação reduzida 30 pessoas e espaço para 30 passageiros.
As inovações e capacidades de especial interesse para o comando naval e as forças de guarda costeira incluem um passadiço panorâmico de 360​​° oferecendo visibilidade, um único mastro fechado oferecendo com 360° de visibilidade para os sensores, o lançamento discreto de barcos commando rápidos em menos de 5 minutos e provisão completa para veículos aéreos e de superfície não-tripulados (UAVs e USVs).
A família “Gowind” também se beneficia da vasta experiência da DCNS em sistemas de informação de comando. Esses navios podem ser facilmente adaptados para vigilância de área ampliada e, quando se trabalha em conjunto com os centros de controle em terra e outros navios em rede, para a detecção automática de atividades suspeitas por navios e outras embarcações.
Marinha inaugura o Centro de Operações da Esquadra
 

No mesmo dia do aniversário da Esquadra (10 de novembro), foi inaugurado o Centro de Operações da Esquadra (COE), em cerimônia presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.
O COE é um projeto moderno e inovador onde foram utilizados os mais avançados recursos tecnológicos no apoio às atividades de Comando e Controle.
O monitoramento em tempo real, a realização de videoconferência com outros Centros e o compartilhamento de dados, imagens e informações permitirão à Esquadra ter o pleno controle e acompanhamento de seus meios navais e aeronavais.
Com a sua operacionalização, a Esquadra garantirá a agilidade do processo de Tomada de Decisão, extremamente necessária no mundo moderno, onde a velocidade da informação requer reações e decisões rápidas.
Além do enfoque tático, o COE foi concebido para atuar, adicionalmente, em nível operacional, com tecnologia, material e pessoal que lhe capacita a assumir, em caráter contingente, as atribuições do Centro de Comando do Teatro de Operações Marítimas (CCTOM).
O novo Centro de Comando e Controle dispõe de avançados recursos e nasce para acelerar e enriquecer a consciência situacional marítima, contribuindo, de forma decisiva, para a consecução dos propósitos da Estratégia Nacional de Defesa (END).

FONTE e FOTOS: MB

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fab destaca lançamento de foguetes brasileiro na suecia e no CLBI


-

Foguete brasileiro é lançado com sucesso na Suécia

-
A Suécia lançou com sucesso o foguete brasileiro VSB-30, projeto desenvolvido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O VSB-30 V14 foi lançado com a carga útil TEXUS 48, contendo experimentos do Programa Microgravidade europeu.
O foguete, fabricado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), atingiu altura maior do que o previsto e caiu com precisão no ponto de impacto. De acordo com o Chefe da Subdiretoria de Espaço (SESP) do IAE, Coronel Aviador Avandelino Santana Junior, isso demonstra a qualidade de projeto do foguete brasileiro, favorecida pelas ótimas condições atmosféricas que contribuíram para o sucesso do lançamento.
O lançamento ocorreu nesta semana (27/11), em Esrange (Suécia), às 10h10 horário local, 7h30 pelo horário de Brasília.
O VSB-30 é certificado pela Agência Espacial Européia e pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). Foi 12º lançamento do foguete de sondagem VSB-30, que faz parte da cooperação entre Brasil e Agência Espacial Alemã (DLR). Três lançamentos aconteceram no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e os demais em Esrange.
Dados do voo:
  • Apogeu: 258,4 km (estimado); 263 km (real);
  • Alcance da carga útil: 74,16 km (estimado); 72 km (real);
  • Dispersão do ponto de impacto = 1 sigma;
  • Tempo de microgravidade: 6 min 11 seg.
-

Foguete ORION V05 é lançado em exercício noturno da Operação Brasil-Alemanha, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

-
Foram divulgadas hoje (29/11) as imagens do lançamento do foguete ORION V05, a partir do Lançador Móvel de Foguetes, recebido da Agência Espacial Alemã (DLR). O voo faz parte da Operação Brasil-Alemanha que marca os 40 anos do acordo tecnológico internacional entre os dois países. O lançamento aconteceu no final de semana (25/11), às 20h, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).
Durante todo o voo do foguete, desde o lançamento até a queda da carga útil no mar, foi realizado rastreamento e obtidos os dados de telemetria. O exercício serve de preparação para o lançamento do foguete VS-30 V08, previsto para o dia 2 de dezembro, que vai carregar carga útil científica portando dois experimentos: um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), visando estudo sobre o início da geração de bolhas ionosféricas e outro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O objetivo do voo é o treinamento das equipes no emprego da Estação de Telemedidas Móvel, bem como a verificação dos meios de lançamento. Esse foi o quinto voo do ORION no Brasil, na versão monoestágio. Os vôos anteriores foram realizados por meio de operações no Centro de Lançamento de Alcântara – CLA (MARACATI I e II) e no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI (Parelhas e Camurupim), todos transportando cargas úteis tecnológicas.
A Operação Brasil-Alemanha marca os 40 anos do acordo tecnológico internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR). Os principais objetivos da operação são o lançamento e rastreamento do foguete de sondagem VS-30 V08. O evento servirá também para o treinamento dos profissionais do CLBI para operar a estação Móvel de Telemedidas e o Lançador Móvel, além de interligar as estações (Telemetria, Radar e CTDL) do CLA e do CLBI.
 FONTE: FAB (Agência Força Aérea/CLBI/IAE)

Russia envia navios de guerra para a siria


A Rússia está enviando uma frota de navios de guerra para sua base naval na Síria, em uma demonstração de força que sugere que o governo russo está disposto a defender seus interesses no país, à medida que cresce a pressão internacional sobre o presidente Bashar al-Assad.
O jornal Izvestia divulgou nesta segunda-feira, citando o almirante russo aposentado Viktor Kravchenko, que a Rússia planeja enviar seu porta-aviões “Almirante Kuznetsov” e um navio patrulha, uma embarcação antisubmarino e outros navios. “Ter qualquer força militar além da Otan é muito benéfico para a região, uma vez que impede a eclosão de conflitos armados”, disse Kravchenko, que foi chefe da equipe da Marinha de 1998-2005, segundo o Izvestia.
Um porta-voz da Marinha, citado pelo jornal, confirmou que os navios de guerra russos seriam deslocados para a base de manutenção que a Rússia mantém na costa síria perto de Tartus, mas disse que a viagem não tem nada a ver com a revolta contra Assad. O jornal disse que o porta-aviões Almirante Kuznetsov seria armado com pelo menos oito caças Sukhoi-33, vários caças MiG-29K e dois helicópteros.
Sanções da Liga Árabe e pedidos da França para a criação de zonas humanitárias na Síria aumentaram a pressão internacional sobre Assad para acabar com a repressão, que segundo as Nações Unidas já causou a morte de 3.500 pessoas durante nove meses de protestos contra seu governo. A Rússia, que tem uma base de manutenção naval na Síria e cujo comércio de armas com o país rende milhões de dólares por ano, juntou-se à China no mês passado para vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, apoiada pelo Ocidente, condenando o governo de Assad.

 

Porta Avioes George Bush aproxima-se da costa da siria

O moderno porta-aviões atômico da Marinha de Guerra dos EUA George Bush foi deslocado da região do Golfo Pérsico para as costas da Síria. O navio é capaz de transportar até 70 unidades de aviação, inclusive 48 caças-bombardeiros. O porta-aviões é acompanhado por um grupo naval de apoio, que inclui um destróier.
Por este motivo, os especialistas apresentam um roteiro tanto pessimista como relativamente tranqüilo do desenvolvimento da situação junto às fronteiras marítimas da Síria. O colaborador do Centro Analítico da Conjuntura Econômica, Maxim Minaev, está convicto do seguinte:
“Trata-se da preparação de uma operação militar contra a Síria. Estas ações fazem lembrar a iniciativa análoga de concentração do grupo naval dos países da OTAN próximo da Líbia. Em geral, o roteiro se repete. Washington quer obter o máximo de dividendos da série de revoluções nos países do Oriente Médio e Norte de África. Considerando isto, Washington parte para a intervenção militar sem a sanção da ONU. E agora nós observamos a primeira etapa de colocação de contingentes navais dos países da OTAN sob a égide dos EUA no litoral da Síria.”
O orientalista da Universidade Militar, Oleg Kulakov, por enquanto não tende a dramatizar demais a situação:
“O fortalecimento do grupo de porta-aviões da Marinha de Guerra dos EUA no Mar Mediterrâneo tem caráter de ameaça. O tempo mostrará. É absolutamente evidente que os EUA realmente brandem armas. Eles nunca deixaram de fazê-lo. Aumentam seu grupo lá e isto naturalmente é um forte elemento de intimidação política, devendo a pressão militar ainda aumentar. Mas, talvez, não se possa falar de intervenção militar direta.”
No entanto, o aumento da tensão em torno da Síria parte também de outra frente. Um dia antes do envio do George Bush para as costas da Síria, o canal de televisão saudita Al Arabia divulgou uma notícia da tipo os russos estão chegando. Ele informou que, nas águas territoriais da Síria, estariam três navios da Marinha de Guerra da Rússia. Ele cita uma certa fonte próxima das autoridades supremas sírias.
A notícia, publicada por fonte saudita, foi repetida pelo jornal israelense Gaarets e por outros meios de informação regionais. Um representante do Ministério da Defesa da Rússia, em entrevista à Voz da Rússia, não confirmou esta informação .
Enquanto isso, os especialistas assinalam que no porto sírio de Tartus encontra-se uma base militar russa, por isso não há nada de surpreendente no fato de que lá poder ter sido assinalada a presença de navios da Marinha de Geurra da FR. Este é ponto de abastecimento material e técnico – a única base militar russa hoje nesta zona distante.
O acordo sobre a instalação da base foi assinado com o governo da Síria há 40 anos, ainda nos tempos soviéticos. Hoje em Tartus restam apenas 50 marinheiros da Frota do Mar Negro. Eles dispõem de três atracadouros, oficina flutuante, depósito para equipamentos auxiliares e diferentes estruturas em terra.
No âmbito do combate aos piratas somalis, no ano passado o porta-aviões russo Almirante Kusnetsov chegou à base em Tartus. Lá descansou a tripulação do destróier Neustrachimi antes de voltar do golfo de Aden para Baltiisk. A base deverá ser modernizada para poder receber navios pesados depois de 2012.
FONTE: Voz da Rússia / FOTO: US Navy
Hawker Tenta Mante Disputa com a embraer


A americana Hawker Beechcraft já começou a se movimentar politicamente para tentar reverter a sua exclusão do fornecimento de 20 aeronaves de treinamento militar para o programa Light Air Support (LAS), da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). Segundo um especialista do setor de defesa no Brasil, a empresa americana aproveitará o ambiente de cortes no orçamento do governo do seu país para fortalecer o argumento de que este contrato é fundamental para a manutenção de 1400 empregos em sua fábrica, na cidade de Wichita, no Estado do Kansas.
Em nota divulgada logo após o anúncio da sua eliminação, dia 18 de novembro, a Hawker informou que já havia solicitado à USAF um relatório sobre os motivos de ter sido retirada do processo e ressalta que já investiu mais de US$ 100 milhões no desenvolvimento do seu avião, o AT-6, para atender aos requisitos da concorrência.
“Acompanhei de perto todas as concorrências que o Super Tucano e outros aviões de defesa da Embraer participaram nos Estados Unidos e em todas ficou muito claro que o lobby político não consegue mudar a decisão técnica, mas ele pode sim cancelar o programa”, afirmou a fonte, que trabalhou na Embraer por 20 anos.
A Embraer prefere não fazer comentários. Ela está cautelosa com a situação. Segundo um executivo da área de defesa da empresa, o fato de a Embraer ser a única finalista no processo não garante a vitória. As decisões no mercado de defesa, segundo ele, não costumam ser tão óbvias.
“Em decisão recente, a Airbus North America, por exemplo, ganhou a concorrência da USAF para substituição da frota dos aviões de reabastecimento aéreo KC-135, mas não levou o contrato. Mesmo o Airbus tendo sido considerado superior ao avião da Boeing, o governo cancelou o processo e depois contratou a empresa americana”, diz o executivo da Embraer.
A postura de cautela da Embraer também se baseia na própria experiência e no histórico de tentativas de venda do Super Tucano para os EUA. Em 1994, a empresa esteve perto de ganhar um contrato de US$ 4 bilhões para a venda de 720 aeronaves na categoria do treinador básico EMB-312 Tucano, versão anterior ao Super Tucano.
A vencedora do programa, batizado de JPATS, foi a Hawker, que se apresentou na competição com a parceira suíça Pilatus e o treinador PC-9. O modelo era fabricado pela Pilatus, mas o projeto foi vendido para a Hawker e transformado posteriormente no T-6, que atualmente está sendo modificado para a versão AT-6.
Na época, segundo conta um ex-funcionário da área de defesa da Embraer, a Força Aérea dos EUA tinha feito a mesma proposta para a Embraer, que se negou a repassar o projeto, tendo em vista as perspectivas comerciais do modelo no mercado internacional.
A parceira da Embraer no JPATS, a americana Northrop, também acabava de ganhar um grande contrato de venda de aeronaves para o governo americano e esse foi um dos motivos alegados para a vitória da Hawker, pois as compras do governo não poderiam beneficiar apenas uma empresa.
Um ano depois do JPATS, e em meio ao complicado processo de privatização da Embraer, o Super Tucano chegou a ser anunciado oficialmente como vencedor do programa de treinamento básico de pilotos da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da Força Aérea Canadense. Novamente o modelo foi preterido, mas desta vez por influência do governo do Canadá, devido ao contensioso que existia na época entre a Embraer e a Bombardier, na área de aviação comercial.
Independentemente do histórico de dificuldades que envolveram a inserção do avião brasileiro no maior mercado mundial de defesa, as equipes da Embraer estão confiantes na conquista do contrato, avaliado em US$ 250 milhões.

Embora não seja americana, a Embraer possui a seu favor o fato de que o avião tem mais de 70 fornecedores de serviços e de componentes em 21 Estados americanos, que correspondem a uma cadeia de fornecedores superior a 1200 funcionários nos EUA.
“Mais de 80% do Super Tucano está de acordo com a Lei do “Buy American Act”, que exige um conteúdo americano superior a 50%, para os produtos comprados fora dos EUA”, comentou uma fonte do setor de defesa. A Embraer, segundo a fonte, também é considerada uma das três maiores compradoras mundiais de peças, conjuntos e componentes aeronáuticos de empresas americanas para os seus jatos comerciais e executivos.
“Se ganhar o contrato da USAF, a empresa vai construir uma fábrica nos EUA e gerar 50 novos empregos”, afirmou a fonte.
FONTE: Valor Econômico
Cortes da Defesa dos Eua Ameçam Encomenda Australiana de F-35

Segundo reportagem do jornal australiano Canberra Times, o programa trilionário do F-35 norte-americano não irá sobreviver à última rodada de cortes no orçamento de defesa dos Estados Unidos. O aviso é do analista Peter Goon, do “Air Power Australia”. Goon afirma que daqui a aproximadamente um ano a quantidade de aeronaves do tipo encomendadas pelos EUA terá sido drasticamente cortada. Além disso, diz que ao menos uma das três versões do caça será cancelada, podendo mesmo chegar a duas.
Ainda segundo o analista, isso poderia trazer um impacto significativo nos planos da Austrália em adquirir até 100 caças F-35, por um custo estimado em 10 bilhões de dólares.
Especialistas opinam que se as encomendas dos EUA for reduzida o valor unitário para clientes como a Força Aérea Real Australiana crescerá. Para Andrew Davies, do “Australian Strategic Policy Institute”, as disputas internas dos Estados Unidos a respeito do orçamento de defesa poderão resultar em mudanças no programa do F-35. Porém, ele não espera que o resultado seja tão apocalíptico como sugere Peter Goon.
Para Davies, “futuros cortes (na quantidade de aeronaves encomendada pelas Forças Armadas dos EUA) são algo plausível. Mas o futuro da Força Aérea dos EUA é uma prioridade (para os norte-americanos). Não há uma opção de reserva. O que eles (EUA) poderão fazer? Ressucitar o F-22, que é mais caro ainda?”
Até 30% da produção do F-35 deverá ser destinada a clientes internacionais, como a Austrália. Mas o caça está em risco devido a uma lei de controle do orçamento, assinada em 2 de agosto pelo presidente dos EUA Barack Obama. E, até a próxima eleição nos Estados Unidos, o presidente Obama não deverá dar muita atenção aos pedidos dos Republicanos que, após insistirem em cláusulas punitivas, agora querem reverter os cortes.
FONTE: Canberra Times

 

 Aeronaltica divulga a nota constestando reportagem A Farra da Fab da istoé

Nota Oficial – Esclarecimento sobre reportagem da Revista ISTOÉ (Ed.2194)

O Comando da Aeronáutica contesta o teor da reportagem “A Farra da FAB” da revista ISTOÉ, em sua última edição de número 2194, sobre supostas irregularidades na folha de pagamento do Comando da Aeronáutica. Dessa forma, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) presta os seguintes esclarecimentos:
O Comando da Aeronáutica, ao longo do ano de 2011, vem atualizando as informações administrativas constantes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) decorrentes do desligamento de militares da Aeronáutica. Essa atualização se dá através do envio de informações retificadoras ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O principal item em atualização é a inclusão da data de desligamento de ex-soldados.
Por meio das informações da RAIS, o MTE poderá atualizar ou inserir a data de desligamento, bem como qualquer outro dado relativo aos ex-soldados no Cadastro Nacional de Informações e Serviços (CNIS). É importante salientar que esse cadastro não proporciona qualquer efeito na elaboração da folha de pagamento da Aeronáutica.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), por sua vez, destina-se a fornecer informações utilizadas pelo programa de seguro-desemprego, condição não aplicável aos militares.
O ato administrativo que implica o imediato cancelamento do pagamento de remuneração (salário) de um militar da Aeronáutica é a publicação do seu desligamento do serviço ativo em boletim interno de sua organização militar, fato que a própria reportagem afirma ter ocorrido.
No momento em que a reportagem acusa a Aeronáutica de desviar até R$ 3 bilhões a partir de apurações incompletas, em particular a ausência de informações contidas na RAIS, comete equívocos, mistura conceitos, apresenta deduções descontextualizadas e confunde o leitor, promovendo uma “farra de suposições”.
Outro erro da reportagem foi confundir o conceito de “inativo” extraído do Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES)*, com o de “aposentado”. Inativo, no SIGPES, significa que o indivíduo não está exercendo atividade funcional na instituição, podendo estar nessa condição de forma remunerada ou não.
O ex-soldado Paulo André Schinaider da Silva, citado na matéria, teve seu licenciamento (exclusão do serviço ativo) da Aeronáutica publicado em março de 2004. Desde então não faz jus e não recebe nenhum tipo de remuneração. Tal fato também impossibilita que outro cidadão possa receber salário em seu lugar.
Cabe destacar que o Comando da Aeronáutica tem mantido informados o Ministério da Defesa e o Ministério Público Federal a respeito das acusações apresentadas por ex-soldados da Aeronáutica.
Brasília, 28 de novembro de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Esclarecimento: O Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES) é uma ferramenta do Comando da Aeronáutica destinada a produzir informações relativas ao efetivo militar e civil, ativos, inativos ou pensionistas vinculados a este Comando.

Japao Preparando a sexta geração?

Matéria do portal de notícias colaborativo Allvoices, baseada em informações divulgadas em novembro pela Jane’s Defence Weekly, aponta para o desenvolvimento japonês de um caça de sexta geração, com capacidade “counter stealth” (contra aeronaves furtivas).
O caça de 6ª geração será construído baseado no conceito ATD-X (Advanced Technology Demonstrator-X), que é um demonstrador de tecnologia. Em breve, o próprio ATD-X deverá ter iniciada a produção de sua célula. Ainda segundo a matéria, até o final do ano espera-se que o Ministério da Defesa do Japão e a Mitsubishi Heavy Industries assinem um contrato do ATD-X, sendo que já foi preparado um orçamento de 39,2 bilhões de ienes (aproximadamente meio bilhão de dólares ou 934 milhões de reais), para o período 2009-2016.
Segundo o diretor do Instituto de desenvolvimento de sistemas aéreos e pesquisa para desenvolvimento técnico do Japão, tenente general Hideyuki Yoshioka, “tecnologicamente, o Japão não tem problemas para desenvolver capacidades furtivas (em aeronaves). Nós faremos uma grande aeronave”.
Os planos de desenvolvimento chineses para o caça de quinta geração Chengdu J-20, assim como a aeronave russa Sukhoi PAK-FA T-50, torna mais urgente o desenvolvimento da aeronave japonesa. Yoshioka afirma que os japoneses sabem “detectar efetivamente os caças de terceira e quarta geração à distância, mas com a emergência das aeronaves de quinta geração nós não temos certeza de como será o desempenho dos radares na ocasião.” O general espera que o ATD-X faça seu voo inaugural no ano fiscal de 2016, e vê isso como “uma absoluta necessidade, vital para a defesa aérea do nosso país.”
Ainda assim, o ATD-X não deverá ser produzido em massa para assumir o papel do Mitsubishi F-2, sendo usado apenas para pesquisar uma variedade de tecnologias avançadas e a integração de sistemas, como base para a produção de um caça de sexta geração. No conceito japonês, o caça de 6ª geração terá a habilidade I3 (informado, inteligente, instantâneo), sendo “counter stealth”, ou antifurtivo, e substituirá a frota de caças F-2.

FONTE: Allvoices (tradução, adaptação e edição: Poder Militar Brasileiro)


domingo, 27 de novembro de 2011

Nuclep recebe Visitas das Comitivas Da Marinha Nacional Da França e Da Marinha Do Brasil
A NUCLEP recebeu, no dia 22/11/11, a visita do Almirante Bernard Rogel, Chefe do Estado-Maior da Marinha Nacional da França, acompanhado de sua comitiva, e do Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, também acompanhado de sua comitiva. Os visitantes foram recebidos pelo Presidente da NUCLEP, Jaime Cardoso, e pelo Diretor Industrial da NUCLEP, Liberal Zanelatto.
FONTE: NUCLEP

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Aliança  entrega Hoje Para a Cbo Atlantico


Evento ocorrerá no Centro Cultural da Marinha


O Estaleiro Aliança realiza amanhã, quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia de batismo e entrega do PSV CBO Atlântico à Companhia Brasileira de Offshore (CBO). O evento será realizado no Centro Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro. A embarcação é a décima nona da frota da CBO e vai operar para a Petrobras.
Com 76,3 metros de comprimento e 3.200 toneladas de porte bruto, a embarcação tem boca de 16 metros e calado máximo de 6,3 metros. O financiamento é do Fundo da Marinha Mercante, através do BNDES. A madrinha do navio será Ana Carla Abreu, esposa do presidente da Cedae, Wagner Victer, que foi secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo de 1999 a 2007.
Inovação tecnológica – Além deste PSV, a CBO também está construindo no estaleiro Aliança outros cinco navios de apoio marítimo. As embarcações incorporam inovações tecnológicas a partir do formato do casco X-Bow, projetado pela norueguesa Ulstein. Segundo a CBO, o formato da proa propicia melhor comportamento em mar agitado, melhorando o desempenho no apoio marítimo a plataformas de petróleo em campos distantes da costa.
A companhia destaca também que a série de embarcações tem sistema híbrido de transporte de carga, que permite o transporte de drill cuttings, material retirado durante operações de perfuração no solo submarino. Os navios também serão dotados de sistema de propulsão diesel-elétrico, proporcionando maior flexibilidade no uso do conjunto de motores, principalmente nas aplicações que exigem muitas manobras. Segundo a CBO, as embarcações também contarão com sistemas de comunicação de dados e de voz via satélite e sistemas de posicionamento dinâmico com redundância, o que possibilita maior segurança das operações. (Da Redação)
FONTE: Portos e Navios
F5- Da Fab Disparando um Missel
É muito difícil ver fotos de aeronaves da FAB disparando mísseis. Finalmente consegui encontrar uma “foto”.

Forças Brasileiras Na Libia
 Nas operações aéreas sobre a Líbia foram enviados cerca de 350 aeronaves de combate e apoio de 12 países. Foram criadas três posições de Patrulhas de Combate Aéreo na costa mantidas continuamente e quatro de Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea. As forças de apoio eram formadas por aeronaves de vigilância e inteligência Astor, J-STARS, RC-135, EP-3, Nimrod R1, Transall e Global Hawk e onze órbitas com aeronaves de reabastecimento aéreo.
Nossas Forças Armadas não enviaram nenhuma unidade para operar durante os combates recentes na Líbia assim como não participaram de outras operações de coalizão como a Operação Tempestade no Deserto, Operação Allied Force (Kosovo) e Iraq Freedom. Em uma situação hipotética, caso sejamos chamados, o que seria feito? As possibilidades discutidas a seguir consideram capacidades atuais, futuras e o que deve ser adicionado as nossas forças armadas.

Possibilidades da FAB

As operações recentes na Líbia foram na maior parte aéreas e por isso a FAB seria o principal candidato a participar. O meio mais provável que poderia ser enviado seriam os KC-137. É uma aeronave de apoio que não traria muitos problemas políticos. Muitas aeronaves participando do conflito usavam reabastecimento por sonda e as patrulhas aéreas duravam muito tempo, com vários reabastecimentos durante a missão.
A Grécia enviou um dos seus E-99 para realizar missões de Controle e Alerta em Voo (CAV). Então os E-99 da FAB seria outro candidato. As limitações começam a aparecer na forma de compatibilidade com outras aeronaves. O padrão usado era o da OTAN e seria necessário ter meios de comunicação padronizado como rádios com salto de frequência e datalinks compativeis. A padronização dos procedimentos também seria necessário e a FAB está resolvendo esta questão com treinamentos conjuntos com outros países. Para segurança também seria necessário um identificador amigo-inimigo (IFF) padronizado da OTAN. Sem padronização os E-99 teriam que atuar mais a retaguarda apoiando outras missões como as órbitas de reabastecimento em voo e fazendo controle de trafego aéreo.
A maioria dos países que atuou na zona de exclusão aérea enviou destacamentos de 4 a 6 aeronaves de caça. A quantidade está bem dentro da capacidade da FAB. A questão passa a ser a capacidade das aeronaves. Os países da OTAN logo conquistaram a Superioridade Aérea. Os pilotos líbios não estavam interessado em lutar pelo seu ditador ou sabiam o que esperavam depois da experiência iraquiana no Golfo. Sua força aérea já estava bem debilitada pelo embargo de armas.
Os F-5EM são os primeiros candidatos da lista. A capacidade não impressiona muito comparado com outras aeronaves da OTAN como o Rafale, Eurofighter e F-16E. Porém, outros caças de segunda geração modernizados também participaram da operação como os Mirage F1 e Super Etandard franceses. Os F-5EM poderiam realizar missões de defesa aérea, realizando Patrulhas de Combate Aéreo mais a retaguarda, cobrindo aeronaves de apoio. Foi a missão que realizaram recentemente durante na Red Flag. Os mísseis Python 5 e Derby são uma ameaça real contra os atuais caças disponíveis na Líbia.
Para participar de operações ofensivas seria necessário que os F-5EM estivessem equipados com armas guiadas. A FAB já comprou os casulos Litening e bombas guiadas a laser Lizard, mas não se sabe se os F-5EM estão qualificados para usar estes sistemas de armas.
Os AMX italianos participaram das operações aéreas sobre a líbia realizando missões de ataque com armas guiadas e reconhecimento tático com os casulos Reccelite. Os AMX da FAB estão equipados com o casulo Reccelite e poderiam realizar pelo menos as missões de reconhecimento. Também foram equipados com o casulo Litening e bombas guiadas a laser Lizard, mas os AMX da FAB não foram modernizados ao contrário dos AMX italianos, tendo limitações em relação aos sensores de alerta radar e guerra eletrônica. As bombas Lizard apoiadas pelos Litening permitiriam que os AMX ataquem os alvos a média altitude e longe da maioria das defesas aéreas em terra, ao mesmo tempo garantindo que aos lvos sejam destruídos com grande precisão. As defesas aéreas líbias foram desabilitadas em poucos dias pelas aeronaves da OTAN. Os futuros A-1M estarão plenamente capacitados para operar em futuras guerras de coalizão, a não ser em relação as questões de padronização já citadas.
Os AMX italianos voaram equipados com os mísseis AIM-9L/M Sidewinder para auto-defesa. Os AMX da FAB já devem ter recebido os MAA-1 Piranha com capacidade semelhante. Futuramente irão receber mísseis ar-ar mais capazes como o MAA-1B e A-Darter.
As imagens abaixo mostram o casulo Reccelite instalado em um AMX da FAB e fotos dos testes da bomba Lizard nos AMX.

Os novos P-3AM da FAB também seriam candidatos a participar das operações. Não estão equipados com armas anti-navio, mas poderiam chamar apoio se se detectassem alvos.
Seria uma ótima propaganda para a EMBRAER se os A-29 Super Tucano participassem das operações. A maior limitação seria a capacidade de sobrevivência da aeronave visto que os A-29 da FAB não estão equipados com sistemas defensivos modernos como alerta radar e alerta de aproximação de mísseis. Até mesmo sensores FLIR mais capazes, como o casulo Litening, seria necessário. A imagem abaixo é do casulo MCF-8F que equipam os Tornados IDS da RAF.


Os MCF-8F são empregados para levar chaff e flare em grande quantidade, mas também podem ser equipados com sensores passivos para alerta de aproximação de mísseis como mostra a imagem inferior da foto. Os A-29 da FAB poderiam ser equipados com casulos semelhantes, recebendo também um sistema de alerta radar. Como seriam necessários apenas em cenários mais perigosos, como missões de busca e salvamente de combate, poderiam ser comprados em pequena quantidade.

Possibilidades da MB

A MB poderia facilmente enviar uma fragata para reforçar o embargo ao redor da Líbia. Os helicópteros Lynx armados com mísseis Sea Skua seriam os meios principais. Ao receberem os novos FLIR estariam mais bem preparados para a missão.
Os AF-1M modernizados teriam a mesma capacidade do AMX. Seriam bem vindos pelos países da coalizão em um cenário onde o acesso a bases aéreas for limitado. O porta-aviões A-12 São Paulo poderia até apoiar aeronaves de outros países, principalmente helicópteros.
Navios de escolta capazes de levar pelo menos um dos novos helicóptero MH-16 equipado com mísseis leves capazes de atacar alvos em terra seriam bem vindos. Os franceses usaram os helicópteros de ataque Tiger e os britânicos os Apache para atacar alvos na costa. Os SH-60 da US Navy já são capazes de disparar os mísseis Hellfire guiados a laser, mas outras opções no mercado podem ser o Lahat e a Spike-ER israelense. Assim o MH-16 poderia atacar alvos próximo a costa, onde realmente aconteceram a maioria dos combates. O FLIR e um telêmetro já estão disponíveis na torreta no queixo do MH-16 como mostra a imagem abaixo.



Uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) tático embarcado capaz de ser levada na Fragata seria útil. Um modelo simples e barato, já em uso em escoltas, é o ScanEagle da Boeing.
A MB está adquirindo os S-2 Tracker para atuar como aeronave de Controle e Alerta em Voo (CAV), mas um helicóptero equipado para a missão poderia operar de uma fragata para adquirir alvos em terra com o radar, realizando a mesma função dos R-99. Seria a mesma missão que os Sea King AEW da Royal Navy estão fazendo no Afeganistão. Os alvos encontrados no radar seriam passados para os ARP e SH-60 e poderiam ser depois atacados.
Os navios da MB também poderiam participar diretamente dos ataques contra alvos em terra. Os ARP e helicópteros poderiam atuar como aeronaves de vigilância e designação de alvos e os alvos seriam atacados pelos canhões das fragatas. Claro que a capacidade atual dos canhões Mk8 seria insuficiente. Uma nova capacidade, e bem desejável, seria o uso de projéteis guiados. Uma arma que poderia armar as novas fragatas da MB seria o canhão Compact 127/64LW da Oto Melara equipados com os projéteis Vulcano. O alcance máximo gira em torno de 100 km podendo ter guiamento terminal a laser. A potência dos projéteis seria suficiente para atacar tropas e blindados em terra. A imagem abaixo é do canhão Compact de 127 e dos testes do projétil Vulcano.
Os navios da MB também poderiam atacar alvos em terra com mísseis. Poderia ser uma arma dedicada como os mísseis cruise, sendo o Scalp naval francês o modelo mais provável, ou com um míssil anti-navio com capacidade de atacar alvos em terra. Poderia se até uma versão do MAN-1 com guiamento por GPS.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Saab Exibe o que Ha Mais Avançado em Inovação Tecnologica

 

No evento Open Innovation Seminar, realizado em São Paulo de 23 a 25 de novembro no Grand Hyatt Hotel, a Saab exibirá o simulador de seu caça Gripen como um exemplo de inovação sueca e do que há de mais avançado em tecnologia, e que está incorporada no Gripen NG


No evento Open Innovation Seminar, realizado em São Paulo de 23 a 25 de novembro no Grand Hyatt Hotel, a Saab exibirá o simulador de seu caça Gripen como um exemplo de Inovação sueca e do que há de mais avançado em tecnologia, e que está incorporada no Gripen NG.
O Open Innovation Seminar é o primeiro seminário latino-americano dedicado à discussão sobre open innovation, ou inovação aberta. O objetivo é a troca de informações sobre a prática de open innovation no Brasil e no mundo, resultando na criação de novas parcerias e redes.
Serão realizados vários seminários, incluindo apresentações de Pontus de Laval, o Diretor de Tecnologica da Saab, que falará na Arena de Pesquisa e Tecnologia, assim como de Fredrik Nordh, o Presidente da Saab Ventures, que abordará os temas plataformas de desdobramento, incubação e investimentos de capital de risco.
“Vemos ótimas oportunidades no Brasil para os nossos produtos de alta tecnologia nas áreas de defesa e segurança, bem como para o desenvolvimento de novos produtos em conjunto com parceiros brasileiros. Ao entrarmos no mercado
brasileiro, queremos fazê-lo em cooperação com parceiros daqui, aproveitando suas competências e experiências de mercado. Sendo assim, estamos buscando ativamente parceiros, para, juntos, desenvolvermos projetos para o futuro”.
A Saab tem uma ampla experiência em colaborações estreitas em projetos de Pesquisa e Tecnologia (P&T), com uma ampla variedade de parceiros. Estes projetos de P&T são, muitas vezes, desenvolvidos e executados dentro de Grupos
Neutros de Inovação, sendo determinados por desafios que a sociedade enfrenta.
Estas cooperações estreitas constituem a espinha dorsal do desenvolvimento da indústria sueca de alta tecnologia, contribuindo para posicionar a Suécia entre os países mais inovadores do mundo. Muitos de nossos produtos, incluindo o caça Gripen, foram desenvolvidos e apoiados neste contexto.
“Queremos desenvolver estes grupos no Brazil e conectá-los ao nosso grupo global de Parceiros em Inovação”, disse Pontus de Laval.

FOTOS: Saab

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fab Tem que Cortar 25 mil horas De voo dos Pilotos


Na Aeronáutica, costuma-se dizer que o piloto brasileiro é o melhor do mundo no transporte de autoridades. Há um esquadrão, o Grupo de Transporte Especial (GTE), especializado no leva e traz constante de ministros e integrantes do primeiro escalão. Mas, fora daí, está cada vez mais difícil alçar voo. O corte feito no orçamento da Força obrigou o comandante Juniti Saito a determinar a redução de 25 mil horas de voo dos pilotos este ano. Os pilotos da FAB, este ano, voarão no máximo 170 mil horas, 15% menos do que costumavam fazer durante os anos de 2010, 2009 e 2008, quando o volume foi entre 190 mil e 200 mil horas de voo por ano.
De acordo com informações obtidas pelo Estado, o corte destas 25 mil horas de voo irá reduzir a capacidade operacional dos pilotos. Os mais preservados são os militares que operam as aeronaves que atendem a Presidência da República e os aviões do GTE. Mas, mesmo neste caso, houve uma redução de número de horas de voo executadas já que a própria presidente Dilma Rousseff diminuiu a quantidade de viagens, comparada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Evasão. Este tipo de corte desestimula os militares que, além de se queixarem dos baixos salários, são tentados pelas companhias aéreas. Segundo a Agência Nacional de Aviação, o transporte de passageiro vem crescendo, em média, 20% ao ano.
Mas o problema de evasão não é só na FAB. Em recente entrevista, o ministro Celso Amorim informou que o problema salarial está levando à evasão de militares no Exército, na Marinha e na Aeronáutica.
Levantamento feito pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) aponta que, de 2009 para 2010, só no caso de oficiais da Força Aérea, a evasão mais que dobrou, passando de 27 para 54 oficiais que deixaram a FAB. Este ano, 26 oficiais partiram para a vida civil somente no primeiro semestre.
FONTE: Estadão

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Embrar Pode Produzir Caça Brasileiro

Principal articulador do projeto de criação da Embraer, o engenheiro Ozires Silva considera inaceitável que a empresa brasileira esteja fora da concorrência do programa de aquisição dos caças de combate da Força Aérea Brasileira (FAB). “Não posso aceitar que alguém diga que a Embraer não é capaz de fazer um avião como esse. Esta é uma posição restritiva a uma companhia nacional, líder mundial no seu segmento e que já fabricou mais de 8 mil aviões, que operam hoje em 80 países do mundo.”

Segundo Silva, se não fosse a competência técnica da empresa, a FAB não entregaria a ela o projeto do cargueiro KC-390, o maior e mais pesado avião já feito pela companhia. “Assim como fez com o KC-390, a FAB deveria discutir o projeto do novo caça com a Embraer e comprar dela o novo avião. O que a empresa não souber fazer, ela pode desenvolver em parceria, garantindo o domínio do projeto em suas mãos.”

A outra hipótese defendida por Silva, mas que ele apresenta como segunda opção, é que a FAB escolha um dos três caças que estão sendo oferecidos pelos competidores do FX-2 (Boeing, Dassault e Gripen) e coloque a Embraer como contratante principal. “A compra do Xavante na década de 70 foi feita dessa forma e, graças a este sistema, a Embraer conseguiu arrancar todas as tecnologias que precisava dos italianos para desenvolver a linha de produção do Bandeirante, que começava a ser fabricado”, explica o ex-executivo da empresa brasileira.

Silva disse que não desistirá de lutar para que o governo brasileiro reconheça que comprar da indústria nacional os caças para a FAB é a melhor alternativa. O executivo lembra com amargura o dia em que o governo brasileiro anunciou a decisão de substituir o antigo Boeing presidencial por uma aeronave Airbus, em detrimento do avião brasileiro Embraer 190, que posteriormente foi adquirido como opção para viagens de alcance mais regional.

No começo dos anos 90, durante a fase final do processo de seleção dos aviões do programa JPATS, nos Estados Unidos, Silva esteve na cidade de Wichita, no Estado do Kansas, conhecida como a capital do avião, para uma reunião de trabalho. Naquela ocasião, segundo ele, todas as casas exibiam nas janelas a bandeira do país, o que ele interpretou como sendo um ato simbólico de defesa da empresa americana em uma das mais importantes concorrências do setor de defesa já lançadas pelo governo dos Estados Unidos.

“No dia em que o governo brasileiro anunciou a compra do Airbus presidencial, eu fui o único a exibir a bandeira do Brasil na janela, para demonstrar o meu grau de insatisfação com aquela decisão”, conta o executivo.

Silva ressalta que “gostaria que a FAB entregasse o projeto dos caças para a Embraer fazer, de acordo com as suas especificações e necessidades, como tem acontecido nos últimos 40 anos”. O F-X2, da forma como está sendo conduzido, segundo ele, talvez até gere alguma tecnologia, para confirmar a regra, mas não será nada muito significativo para o país.

O ex presidente da Embraer disse que nos Estados Unidos nenhum equipamento de defesa pode ser comprado de empresa estrangeira e, quando existe o interesse por um produto de fora, a lei “Buy American Act”, de 1933, exige que o fornecedor se associe a uma empresa americana e que a compra seja feita a partir dela. Ciente disso, a Embraer criou recentemente uma empresa, em Melbourne, no Estado da Flórida, que se dedicará inicialmente a montagem final de jatos executivos da linha Phenom.

Outro objetivo por trás da instalação de uma unidade de fabricação em Melbourne, segundo Silva, é colocar a Embraer na condição de empresa americana, o que aumenta suas vantagens na concorrência aberta pelo governo dos EUA, para aeronaves na categoria do Super Tucano. Para disputar o fornecimento de 711 aeronaves de treinamento militar para a Marinha e Força Aérea dos EUA, no começo dos anos 90, a Embraer teve que se associar com a Northrop, mas perdeu o contrato para a Beechcraft, que estava associada à suíça Pilatus.

A Beechcraft está de novo entre as competidoras da Embraer no novo processo de seleção aberto pela Força Aérea dos EUA, mas desta vez conta com o apoio político do Congresso americano. Segundo notícia divulgada pela agência “Reuters”, dois parlamentares americanos enviaram, na terça-feira, uma carta ao secretário de Estado, Robert Gates, pedindo que ele se oponha a qualquer tentativa de negociação do governo dos EUA para a compra dos aviões Super Tucano da Embraer.

Os parlamentares lembram que os militares americanos já investiram pesadamente no desenvolvimento do Hawker-Beechcraft AT-6B, aparelho fabricado pela empresa privada Hawker-Beechcraft. O governo americano, no entanto, já demonstrou grande interesse pelo Super Tucano, que já vem sendo testado, com sucesso, pela Marinha dos Estados Unidos. Além disso, segundo uma fonte ligada a Embraer, “o Super Tucano é o único modelo no mundo com operação comprovada não só no Brasil, como também em missões antiguerrilha na Colômbia, que possui em operação 25 unidades da aeronave”.

O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a admitir, em entrevista, a possibilidade de compra direta, sem licitação, pelos Estados Unidos, de até 200 Super Tucano. A efetivação desse contrato, segundo declarou na época, dependia da formalização de um acordo de cooperação na área de defesa, que o Brasil estaria costurando com o governo do presidente Barack Obama.


Fonte: Valor On Line

 

 


Para Curado, mercado de defesa vai puxar crescimento da Embraer


A Embraer SA, quarta maior fabricante de aviões do mundo, acredita que sua divisão de defesa vai liderar o crescimento da companhia, com expansões de “dígitos duplos” em 2012 e respondendo por um quinto do faturamento dentro de poucos anos, disse o diretor-presidente Frederico Curado. A Embraer, sediada em São José dos Campos, SP, provavelmente vai obter vários desses pedidos militares no mercado interno, disse Curado à Agência Dow Jones esta semana. Grandes pedidos devem partir do Brasil, que segundo ele está décadas atrasado em investimentos em seu aparato de segurança. As necessidades se tornaram ainda mais prementes com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que o país vai sediar, e também por causa das enormes reservas de petróleo do litoral.
A companhia também tem expectativa de fechar mais negócios com forças armadas de outros países com os quais o Brasil tem relacionamento de longo prazo, na América Latina, no Sudeste Asiático e na África. O setor de defesa, que foi transformado numa unidade independente ano passado, já entregou aviões para o Chile, a Colômbia, a República Dominicana e o Equador, na América Latina. A companhia também já assinou contratos com a Indonésia e ter recebido consultas da Europa também.
“Em defesa, nós somos um concorrente de nicho, mas é ali que vemos o maior crescimento”, disse Curado, que está no cargo há cinco anos.
O faturamento da Embraer provavelmente vai subir cerca de 7% este ano, para em torno de US$ 5,7 bilhões, disse Curado, e isso deve vir principalmente da venda de aviões comerciais e executivos, com os militares respondendo por cerca de 10% das vendas. No ano que vem, o segmento de defesa vai ter crescimento de dois dígitos enquanto os outros segmentos terão de apenas um dígito.
A companhia espera que em poucos anos a receita militar responda por 20% das vendas, com outros 20% vindo de aviões executivos, 50% de aviões comerciais e os demais 10%, de serviços.

A escolha do novo caça da Força Aérea Brasileira – uma decisão adiada várias vezes pelo governo – será importante porque a Embraer S.A. trabalhará com a firma que terminar ganhando o contrato para adaptar os jatos às necessidades locais. Mas Curado disse que o desenvolvimento de seu próprio avião de carga, o KC-390, é mais importante, já que acrescenta um novo produto ao portfólio da empresa.

A empresa também tem esperança de conseguir penetrar no mercado militar americano e aguarda os resultados da licitação mais recente, esperados para logo e que podem render um pedido de caças Super Tucano.
Apesar do otimismo geral sobre o papel dos mercados emergentes para impulsionar o crescimento mundial, Curado disse que não prevê que a demanda dos países em desenvolvimento vai compensar a queda no número de pedidos de aeronaves da Europa e dos Estados Unidos.
Os mercados emergentes “não são tão abertos e desenvolvidos como os mercados desenvolvidos”, disse ele.
“Não vejo o comércio internacional evoluindo tanto quanto antes da crise [de 2008]. Também não vejo o fim do mundo”, disse ele. “O panorama geral no mundo não é brilhante. Nós prevemos um crescimento pequeno se o PIB mundial for usado como média.”
A Embraer tem um caixa líquido “confortável” de cerca de US$ 300 milhões. Contar com boas reservas é um seguro essencial para as fabricantes de aviões, especialmente durante períodos de volatilidade econômica e financeira no mundo todo, disse Curado. Os recursos podem ajudá-la a administrar possíveis discrepâncias entre mudanças nos pedidos e compras de fornecedores, disse ele.
Diante desse cenário, a Embraer optou por abandonar planos de uma família maior de aviões para concorrer diretamente com a Airbus e a Boeing Co. Em vez disso, a empresa vai se concentrar em manter sua posição atual do mercado com mudanças nos aviões que já tem, como trocar as turbinas por modelos que consomem menos combustível.
A empresa está conversando com os clientes para determinar o tipo de turbina que eles precisam e provavelmente escolherá entre as fabricantes mais importantes, a General Electric Co., a Pratt & Whitney e a Rolls Royce, em algum momento do ano que vem. Depois de escolhida a turbina, a Embraer “muito provavelmente” precisará redesenhar suas asas e pode contar com os aviões de novos motores deixando a linha de montagem a partir de 2018.
A empresa também está negociando com o governo da China para finalizar o licenciamento da construção de uma fábrica da Embraer no país. A empresa finalizou em abril seu último modelo do jato regional ERJ 145 e planejava fabricar aviões maiores com o sócio local Aviation Industry Corp. of China, ou Avic.
Como ainda não recebeu autorização, a Embraer “desistiu totalmente” de construir aviões maiores na China e em vez disso vai se concentrar em transferir para lá a produção para a família de jatinhos Legacy 600, que usa uma estrutura parecida com a do ERJ 145, disse Curado.
FONTE: The Wall Street Journal

Porta-aviões ‘São Paulo’ já está em Santos-SP

 

SÃO BERNARDO DO CAMPO – A compra de caças para a defesa do espaço aéreo brasileiro é vista como estratégica para a região do ABC paulista. O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, disse que a região está atenta a investimentos em defesa possíveis de serem realizados na indústria local.
“Temos que acompanhar o planejamento de algumas empresas. Que produtos elas estão estudando? Em 50 anos, defender as nossas riquezas será necessário”, disse Marinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, durante o congresso da categoria. Ele citou a empresa sueca Saab, uma das três possíveis fabricantes dos caças supersônicos que o governo pretende comprar, que instalou neste ano um centro de estudos tecnológicos no ABC.
O parque industrial do ABC, que conta com as fábricas de cinco grandes montadoras, foi classificado como “bastante consolidado” por Marinho. “Agora não é a hora de correr desesperadamente atrás de novas empresas”, disse. “Se mantivermos essa estrutura bem cuidada, novas empresas devem se instalar na região.”
FONTE: Valor/Carlos Giffoni

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Até 2030 país deve encomendar mais de 700 aviões

Até 2030 país deve encomendar mais de 700 avioes



O Brasil deverá encomendar 701 aeronaves novas até 2030, segundo projeções da fabricante europeia Airbus. Atualmente, o país tem uma frota de 335 aviões com mais de cem assentos e a previsão é chegar a 864 jatos em 2030.
A demanda é maior do que o aumento final, pois o número considera aeronaves que serão substituídas.
A demanda brasileira representa um movimento de US$ 82 bilhões – sétimo maior mercado do mundo para novos aviões.
Globalmente, a demanda até 2030 será de 27,9 mil aeronaves, no valor de US$ 3,5 trilhões. Somente os EUA devem encomendar 5.390 aeronaves. A estimativa considera uma demanda mundial de 4,8% ao ano até 2030.
“O Brasil deixou de ser somente um país que joga futebol e passou a ser um ator importante na economia global”, disse o vice-presidente para América Latina e Caribe da Airbus, Rafael Alonso.
Segundo dados da Airbus, devido ao crescimento da última década, que fez o mercado brasileiro mais do que duplicar de tamanho, o país conquistou a posição de quarto maior mercado do mundo no setor aéreo.
Ocupa essa posição tanto em termos de oferta geral de assentos como pelo tamanho de seu mercado doméstico.
Da previsão total de demanda, 501 são aeronaves de corredor único, 174 de dois corredores e 26 se referem a aeronaves de grande porte, como o A380 e o 747-400 da Boeing.
A América Latina é a única região do mundo que ainda não recebe voos operados com o A380, jato com capacidade para mais de 500 passageiros.
FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Marinha precisa de R$ 223 bilhões até 2030, diz almirante

O fortalecimento do poder naval brasileiro, com o objetivo de garantir a soberania nacional sobre riquezas como as reservas de petróleo da plataforma submarina, exigirá investimentos de R$ 223,5 bilhões até 2030. Os números foram apresentados pelo chefe do Estado Maior da Armada, almirante-de-esquadra Luiz Umberto de Mendonça, durante audiência pública promovida nesta segunda-feira (7) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Até o ano de 2030, disse o almirante, será necessária a aquisição de 20 submarinos convencionais e de seis submarinos nucleares, entre outras embarcações, além da constituição de uma segunda esquadra a ser sediada em um estado ainda não definido das regiões Norte e Nordeste. Com o investimento previsto, explicou, será possível desenvolver os mais importantes projetos da Marinha, como o programa nuclear.
- Não é megalomania. A estratégia de dissuasão é prioritária em tempos de paz e a melhor forma de se evitarem conflitos armados. Por isso, precisamos do aporte continuo de recursos financeiros – afirmou Mendonça durante o painel “Pré-Sal: Papel das Forças Armadas na defesa do patrimônio e alocação de recursos para essa finalidade”, parte do terceiro ciclo do conjunto de debates promovido pela comissão a respeito dos “Rumos da Política Externa Brasileira (2011-2012)”.
Na abertura da audiência, que foi presidida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e contou com a presença de diplomatas de oito países, o professor Simon Rosental, da Escola Superior de Guerra, observou que o mundo só dispõe de reservas conhecidas de petróleo para os próximos 45 anos – e os Estados Unidos para apenas 10 anos. Em sua avaliação, o século 21 marcará o fim do período histórico de queima de petróleo como combustível.
- O Brasil descobriu o pré-sal quando no mundo as reservas declinam. O que devemos fazer? Utilizar as três Forças conjuntamente para garantir poder de dissuasão sobre toda essa área e defender a soberania e a integridade do país. É muito comum ouvirmos que não há necessidade de recursos para as Forças Armadas, pois estamos no Atlântico Sul, o lugar mais tranquilo do planeta. Há certa verdade nisso, mas o erro é o foco. A ameaça vem da linha do Equador para cima – alertou Rosental.
O presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, brigadeiro-do-ar Carlos de Almeida Baptista Junior, afirmou que a região onde se encontram as reservas do pré-sal serão uma “área sensível” do território brasileiro, onde o país precisa estar preparado para garantir “pronta resposta” a qualquer ameaça externa. Ele informou que será montado para a região um moderno sistema de controle de tráfego aéreo e disse que aguarda “com ansiedade” a decisão final do governo a respeito da compra dos novos caças para a Força Aérea Brasileira.
- Todos devemos estar prontos para uma resposta a qualquer ato contra nossos interesses. O pré-sal é e será ponto de cobiça de muitos atores mundiais. Trata-se de uma riqueza que precisa ser defendida, por isso a dissuasão deve ser real e permanente – observou Baptista.
Ao comentar os pronunciamentos dos convidados, Cristovam observou que, se os investimentos necessários à defesa dos recursos do pré-sal forem maiores do que os necessários anteriormente à defesa do país, esses investimentos deveriam ser feitos com recursos provenientes dessas próprias riquezas e “não da nação brasileira como um todo”. Por sua vez, a senadora Ana Amélia (PP-RS) ressaltou a necessidade de se manter uma atenção especial à defesa da Amazônia, apesar da ênfase atual à região onde se encontram as jazidas de petróleo.
FONTE: Marcos Magalhães / Agência Senado