segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Consórcio rafale se reune com prefeitura de São bernado do campo e Discute cidade digital
   Executivos do Consórcio RAFALE se reuniram na última semana com a equipe do Prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. O objetivo da reunião presidida pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Jefferson da Conceição, foi aprofundar as discussões para transferência de tecnologia na cidade, caso o caça Rafale seja escolhido pelo Governo Brasileiro como nova aeronave da FAB, dentro do escopo do programa F-X2.
A iniciativa faz parte dos esforços do Consórcio para iniciar o processo de cooperação industrial que integra a proposta francesa para o Brasil. A França é o único concorrente do F-X2 que oferece transferência irrestrita de tecnologia para o Governo brasileiro e as empresas e organizações locais. O projeto de transferência de tecnologia e compensações irá abranger mais de 160% do contrato de compra da aeronave.
Entre os temas abordados na reunião estão a cooperação tecnológica e educacional, o apoio em pesquisa e desenvolvimento, a implantação do projeto da Cidade Digital em São Bernardo do Campo e os próximos passos para as parcerias. A empresa Omnisys, subsidiária da francesa Thales no Brasil, estuda ampliar suas instalações em São Bernardo do Campo, diante de perspectivas de produção de novos radares. O próximo passo da parceria com a prefeitura será dado no início de 2012, quando a Dassault Systèmes, intermediada pelo Consórcio RAFALE, apresentará a primeira maquete digital da cidade.
Jean-Marc Merialdo, diretor da Dassault International no Brasil, comenta que a iniciativa irá além das parcerias industriais entre empresas, favorecendo também a comunidade acadêmica da região. “O Consórcio RAFALE vai inserir universidades da região numa rede de universidades francesas, favorecendo o intercâmbio de experiências acadêmicas e de estudantes”, comentou o executivo. A parceria com universidades da região do ABC Paulista vai congregar projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos de alta tecnologia, na área de técnicas de produção e de monitoramento ambiental.
FONTE: RAFALE International

domingo, 11 de dezembro de 2011

França Manda primeiro-Ministro salvar Rafale


Coluna do Claudio Humberto
Os franceses não desistem: primeiro, conversaram esta semana com o ministro Celso Amorim (Defesa) preparando a visita ao Brasil, quarta (14), do primeiro-ministro François Fillon, que vai discutir com Dilma a crise do euro e a adiada compra dos caças de combate Rafale, que ninguém quer. Se o Brasil tem grana para emprestar ao FMI, a França supõe que poderá levar ao menos US$ 4 bilhões pela venda dos caças.
FONTE: Jornal do Brasil

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sem contrato com a FAB, Rafale pode ser extindo
 governo frances estuda cancelar a produção se não fechar a venda de caça para o Brasil 
GENEBRA – Com seu avião encalhado, o governo francês abre uma polêmica ao romper um tabu e admitir que considera encerrar a produção do caça Rafale. O jato foi considerado pelo governo brasileiro como o favorito para vencer a licitação aberta para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Mas até hoje, a Dassault, fabricante do Rafale, não conseguiu um só comprador fora da França para seu modelo, em mais de uma década de produção e milhões de euros gastos em lobby.
As declarações foram feitas pelo ministro da Defesa, Gerard Longuet, e abriram imediatamente um debate no país. Horas depois, o ministro foi obrigado a emitir um comunicado para retificar sua avaliação e prometer publicamente que o avião continuaria sendo fabricado até 2030, pelo menos para suprir as forças aéreas francesas.
Mas a crise já havia sido instalada. A declaração que criou a polêmica foi a de que se o país não encontrasse compradores para seu caça, não teria outra alternativa senão a de fechar a linha de produção. “Se a Dassault não vender seu aparelho ao exterior, a cadeia (de produção) será encerrada”, disse o ministro. Segundo ele, se nenhum modelo for vendido, os jatos em fabricação hoje e que estão programados para ser entregues em 2018 serão os últimos a ser produzidos.
Longuet foi obrigado a corrigir suas declarações, insistindo que, mesmo sem vender um só jato ao exterior, a Dassault continuará sua linha de produção até 2030 para fornecer os aviões aos militares franceses.
Questionado sobre a falta de comprador, o ministro admitiu que o avião francês é mais caro que o norte-americano e que a produção em escala dos Estados Unidos reduz o custo do concorrente. Duzentos aviões Rafale foram encomendados pelo governo francês em 15 anos, enquanto os americanos produziram 3 mil.
As decepções no campo francês se acumulam. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar que havia fechado o acordo com a França, o que depois jamais foi confirmado. O avião também não está entre os favoritos para os militares brasileiros. Há um mês, foi a vez do governo dos Emirados Árabes afirmar que a negociação mostrava que o avião francês “não era competitivo” e seu preço era “irrealizável”.
Mas a gota d’água que fez explodir o debate foi a decisão da Suíça de abandonar sua ideia de comprar o Rafale e optar pelo modelo sueco, que também concorre na licitação brasileira. Berna, apesar de acumular reservas bilionárias e não estar sendo afetada pela crise econômica, optou por um avião que economizaria aos cofres públicos US$ 1 bilhão.
Para manter a linha de produção em funcionamento, o governo francês foi obrigado em 2010 a encomendar 11 novos caças à Dassault. Além do Brasil, a grande esperança dos franceses é de ganhar a licitação aberta na Índia para a compra de 126 caças, no valor de US$ 8 bilhões.
O ministro, porém, garantiu que a manutenção dos aviões em utilização hoje será assegurada pela Dassault pelos próximos anos. Segundo ele, “o fim será para o construtor, não para o usuário” que terá o avião em mãos por até 40 anos.
Repercussão. Diante da polêmica, a Dassault se recusou a comentar a declaração do ministro. Mas nem a empresa e nem o governo tem consigo evitar comentários na imprensa francesa ridicularizando a falta de capacidade do país de vender seus aparelhos. Programas de humor falam sobre o problema do Rafale, enquanto cartunistas usam os aviões não vendidos para atacar a falta de competitividade da indústria francesa.
Nos últimos meses, porém, o governo francês insiste que foi a capacidade militar do Rafale que garantiu que os ataques da OTAN sobre a Líbia tivessem resultados positivos.
FONTE:França

Senadores reavaliam o preço do rafale
 

O caça da Dassault é mais caro do que o esperado: seu preço unitário chegou agora a €152.000.000, tendo em conta a inflação e os novos desenvolvimentos, como o padrão F3



Passou despercebido. Mas no recentemente revelado relatório do projeto de orçamento para 2012, apresentado em 17 de novembro pela Comissão dos Assuntos Estrangeiros, Defesa e Forças Armadas do Senado os autores do documento, Senadores Xavier Pintat e Daniel Reiner, fornecem novas cifras do programa Rafale.
“O custo total do programa, atualizado ao preço de 2011 é de €43,56 bilhões para o Estado, contando o desenvolvimento”, afirmaram os senadores. Tal custo estava em €40,7 bilhões durante a última avaliação. O que eleva o preço unitário de um Rafale para a França para €152 milhões (286 unidades), contra €142 milhões anteriormente.
Estes €10 milhões adicionais foram calculados para um período de 40 anos, resultantes tanto da consideração da inflação, quanto (mais importante) do upgrade para o padrão F3, feito sobre 48 aeronaves entre 2008 e outubro de 2010. Um padrão mais moderno incluiria entre outros uma nova versão da Snecma M88, o Pod de designação a laser Dâmocles, o radar de antena ativa (AESA) RBE2 e o Pod de Reconhecimento Reco NG.

Necessidade de pagamento adicional

Esta escalada dos custos do Rafale continuará até o final de 2012 e além. O programa Rafale sozinho absorve mais de 35% das dotações de pagamento para o componente “Engajamento e Combate” no projeto da lei orçamentária de 2012 (de 1,57 bilhão de euros no total), bem à frente do Submarino de ataque nuclear Barracuda e das Fragatas multi-missão FREMM.
Como é sabido, a ausência de um contrato de exportação do Rafale conduziu ao parto prematuro de 17 aeronaves adicionais desde 2009, para um total que pode chegar a 69 aeronaves até 2014. “Essas antecipações conduzem à necessidade de pagamento de cerca de 1,1 bilhão de euros a mais no período 2011-2013″, dizem os senadores.
“Essa aceleração de entrega do equipamento afetou negativamente a execução do orçamento e levou ao adiamento do programa de renovação da frota de Mirage 2000D. Mas em termos de equipamento militar, se a qualidade é importante, a quantidade também. Cuidados devem ser tomados para não levar – por razões industriais – à formação de um exército de bolso”, eles advertem.
A reavaliação do custo do Rafale, necessária como é, pode não conseguir resolver os problemas de exportação da Dassault, embora este novo cálculo não mude os preços de exportação do Rafale.
FONTE: Usine Nouvelle

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

França interronpera produção do rafale sem pedidos estrangeiros
 

O ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, afirmou nesta quarta-feira que a produção do caça Rafale será interrompida caso não sejam feitos pedidos estrangeiros, mas explicou que a manutenção das aeronaves está garantida.
“Se a Dassault não vender nenhum Rafale no exterior, a linha de produção será interrompida, depois que a França receber as 180 aeronaves que ordenou”, declarou Longuet. “Naturalmente a manutenção das aeronaves será mantida”, completou.
Ao ser questionado sobre os motivos da Dassault não conseguir vender o caça no exterior, Longuet disse que o Rafale é mais caro que o americano F/A-18 Super Hornet. “Quando nós encomendamos 200 Rafale, os americanos produzem 3.000 aeronaves”, disse.
FONTE: AFP (Pierre Verdy) via Yahoo
NOTA DO EDITOR:clique nos links a seguir para entender o processo de reestruturação da Força Aérea Francesa, no qual a introdução do Rafale como substituto de diversas aeronaves (o que inclui também os Super Etendards da Marinha Francesa) é um dos grandes eixos condutores, e como o limite de 180 aeronaves para a França poderia afetar esses planos.
O número de 180 aeronaves citado na matéria da AFP / Yahoo deve levar em conta a encomenda de 60 aeronaves realizada em 2009, que somada às anteriores dava 180 caças – encomenda que foi objeto da matéria “Rafale na França: 60 para a Marinha e a Força Aérea“. O leitor Justin Case gentilmente nos trouxe link para nova matéria, publicada pelo jornal francês “Le Point” com informações da AFP (clique aqui para acessar), em que o ministro da Defesa da França diz que “mesmo que a Dassault não venda o Rafale a clientes estrangeiros, a produção destinada às forças armadas francesas não deve parar antes de 2030. As entregas para as forças armadas continuarão, substancialmente, para além de 2020. Enquanto isso, a aeronave passará por atualizações entre 2020 e 2030″.
Como já mostramos em outra  matéria anterior (‘Hi-lo mix’ à francesa), ao menos para os próximos anos a estratégia da Força Aérea Francesa é manter uma força de 300 aeronaves de combate polivalentes, dos tipos Mirage 2000 D e Rafale, com a capacidade de deslocar 70 deles a 7.000 km de distância em caso de conflitos de maior intensidade – isso já levaria em conta a gradual retirada de serviço de outras versões do Mirage 2000 (M2000-5, M2000C e M2000N) e entrega de exemplares do Rafale para substituí-los, fazendo com que por talvez mais uma década a Força Aérea Francesa seja composta por um “mix” de Rafale e Mirage 2000D (que é a versão do M2000 especializada em ataque terrestre).
Mais para a frente, com a baixa do Mirage 2000D, esse número total de 300 aviões de combate seria idealmente diminuído para uma frota de 234 caças de um só tipo, o Rafale (isso só para a Força Aérea, aos quais se somariam outros 60 da Marinha), conforme o planejamento original. Mas uma eventual finalização da produção nas 180 unidades encomendadas até o momento talvez torne necessário reduzir ainda mais. Praticamente, das 300 aeronaves de combate que a Força Aérea Francesa planeja manter nos próximos anos, e descontados dos 180 Rafale encomendados os caças da Marinha Francesa,  apenas metade (150) estaria na dotação quando da baixa dos Mirage 2000D e a padronização com o Rafale, caso as encomendas totais até o momento não recebam acréscimo.
Mas, evidentemente, um grande sucesso de exportação (como pode vir a ser o programa indiano MMRCA) daria um grande fôlego para se evitar o prognóstico pessimista que o ministro da Defesa da França teria feito, antes das retificações mostradas na matéria mais recente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Albertsson Nao somos somente o Gripen 


Marcelo Cabral
  A sueca Saab está ampliando sua aposta no Brasil. Após quase uma década de participação na enroladíssima e ainda não decidida licitação do governo federal para a compra de 36 aviões de combate para a Força Aérea, a empresa de defesa e segurança resolveu ampliar seus horizontes para os outros programas que visam modernizar as Forças Armadas. Quem vai cuidar dos novos projetos será Ake Albertsson, vice-presidente de marketing mundial do grupo, agora nomeado como gerente-geral para o Brasil. “Não somos somente o Gripen (avião oferecido na disputa dos caças)”, disse Albertsson à DINHEIRO. “Temos radares, sistemas eletrônicos e soluções que vão contribuir tanto para o setor militar quanto para capacitar a indústria brasileira.”
A chegada de Albertsson é mais um passo da ofensiva comercial mantida pela Saab no Brasil. O primeiro grande movimento ocorreu no ano passado, com a aproximação política com Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo, pelo PT, e amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse contato resultou na criação do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) na cidade, capitaneado pela empresa, bem como na trasformação de Marinho em um aliado de primeira linha. “O Centro vai oferecer mão de obra capacitada para empresas que atuarem em parceria conosco nos futuros projetos no Brasil”, afirma Albertsson. O objetivo é oferecer nos próximos três anos cerca de 100 bolsas de estudo a brasileiros na Suécia, entre doutorados e pós-doutorados.
Albertsson transferiu-se da gélida Linköping, na região central da Suécia – e um dos principais polos tecnológicos do país –, diretamente para o tórrido Rio de Janeiro, onde ficará baseado. Ele, no entanto circulará entre sua base de operações e São Paulo, onde estão as principais empresas nacionais da indústria de defesa. Brasília, onde a Saab já mantém um escritório voltado para contatos com parlamentares e militares, também fará parte da rota do executivo. Afinal, é no âmbito do Ministério da Defesa que será travada a disputa em torno dos três grandes programas que estão na mira da companhia.
O primeiro deles é o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), orçado em R$ 10 bilhões. Trata-se de um programa que irá reunir radares, sistema de comunicação, veículos aéreos sem tripulantes e pelotões de soldados para proteger as fronteiras do País, especialmente a Amazônia. Já o segundo programa é naval. O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz) vai reunir em um único grande sistema dados vindos de várias plataformas – navios, aviões, submarinos, helicópteros e guarda costeira – para patrulhar a costa nacional, especialmente os campos petrolíferos do pré-sal, uma região conhecida no jargão militar como Amazônia Azul devido à sua extensão. Ambos os projetos estão na fase inicial, conhecida como request for information (pedido de informações) e devem ser efetivamente iniciados no ano que vem, com previsão de serem concluídos no fim da década.
Caça Gripen: avião de combate sueco segue no páreo para ser vendido à FAB
O último alvo da empresa sueca também está nos mares. O Programa de Obtenção de Meios de Superfície (ProSuper) prevê a compra de 11 navios pela marinha por um total de cerca de R$ 7,5 bilhões, para proteger os campos de petróleo do pré-sal. O plano dos militares é que dez dos 11 navios sejam construídos no Brasil, com total transferência de tecnologia no processo. Esse é o programa mais avançado de todos, estando na fase do request for proposal (pedido de proposta). Os resultados da concorrência, que conta com a participação de empresas da Inglaterra, Itália, França, Espanha, Alemanha e Coreia do Sul, devem ser anunciados no primeiro trimestre de 2012. No caso da Saab, a companhia não participaria do processo de fabricação mas sim da equipagem dos sistemas, especialmente os radares.
A ideia da Saab é procurar parceiros brasileiros para participar dos processos. Nos bastidores do mercado de defesa, comenta-se que grupos nacionais que atuam no segmento militar – Embraer, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa – estão em busca de parceiros internacionais visando a formação de joint-ventures para as disputas. “Os brasileiros entram com a indústria e os estrangeiros com know-how e tecnologia”, diz um especialista no setor. “A disposição de transferir integralmente essa tecnologia pode ser o diferencial da Saab diante das concorrentes, como a Thales (França), a Elisra (Israel) e a Finmeccanica (Itália)”. Albertsson não confirma nomes, mas se diz “aberto a todas as empresas que tiverem interesse em colaborar conosco”

FONTE:
Isto É Dinheiro, via Notimp

domingo, 4 de dezembro de 2011

Disputas de caças no fim do ano: primeira poder Aéreo acertou...

No dia 15 de novembro, publicamos uma tradução de matéria da Aviation Week sobre a iminência da divulgação de resultados de algumas das mais importantes concorrências internacionais de caças. Para acessar, clique na imagem ao lado.
A matéria falava que resultados eram esperados, ainda antes do final de 2011, para as concorrências da Suíça (onde disputavam o Saab Gripen, o Dassault Rafale e o Eurofighter Typhoon), do Japão (competição entre Typhoon, Boeing F/A-18E/F e Lockheed Martin F-35), da Índia (Rafale e Typhoon) e dos Emirados Árabes Unidos (onde o Rafale antes corria sozinho mas passou a disputar a primazia com Typhoon, F/A-18E/F e Boeing F-15). Por coincidência,  justamente no dia seguinte (16 de novembro) o príncipe da coroa de Abu Dhabi deu a famosa declaração sobre seu descontentamento com as condições oferecidas pela Dassault, o que pode adiar esse último processo.
Mas voltemos à matéria do dia 15 de novembro. Para cada parte do texto, havíamos escolhido para ilustrar a foto de um caça diferente, procurando mostrar a maioria dos caças citados e sem repetir candidatos a várias disputas, deixando pelo menos um representar cada competição. Por razões estéticas, também tínhamos selecionado fotos no arquivo que mostrassem os caças em ângulos frontais, parados ou taxiando, e as mais bonitas eram do Gripen, F-35, Rafale e Typhoon.
Como a parte inicial da matéria falava da concorrência suíça, escolhemos aleatoriamente um dos três “Eurocanards” concorrentes para ilustrar. No caso, foi o Gripen. E, por acaso, este acabou sendo anunciado como o escolhido!
Deve-se dar o desconto, de qualquer forma, que a foto era de um Gripen C, e não do demonstrador NG que representaria melhor a intenção da Suíça pelas novas versões E/F do caça sueco.

Mas e os outros? Será que os demais caças que usamos para ilustrar cada trecho da matéria terão a mesma “sorte” que o Gripen teve na concorrência suíça? Se o Poder Aéreo continuar “pé-quente” nos  palpites que fez sem querer naquela matéria, então:
  • O escolhido no Japão será o F-35.
  • Na Índia, será o Rafale.
  • Nos Emirados, será o Typhoon.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Socialistas suíços querem que as compra de caças vá a referendo
 

Segundo matéria da AFP (Agência France Presse), neste sábado os socialistas suíços disseram querer um referendo sobre a decisão do governo de adquirir novos caças por 3,1 bilhões de francos suíços (aproximadamente 2,5 bilhões de euros) se a venda afeta outros gastos.
O Conselho Federal revelou, na quinta-feira, sua proposta de comprar 22 caças Gripen, fabricados na Suécia, para substituir seus envelhecidos F-5. Os socialistas temem que a encomenda represente uma escalada nos gastos militares que poderia ser transformar em restrições do orçamento em outras áreas, especialmente educação, transporte e agricultura.
Num encontro realizado em Lucerna neste sábado, membros do partido passaram, por unanimidade, uma resolução sobre o assunto após um documento detalhando a posição do grupo ter sido aprovado em outubro. O partido rejeita a possibilidade de aumento de gastos principalmente porque não houve uma votação pública sobre a compra das aeronaves, descrita como um “escândalo” pelo membro do Conselho Nacional, Eric Voruz.
Será lançado um referendo se o parlamento procurar uma base legal para justificar restrições orçamentárias ou requerer um aumento do gasto militar para cobrir a aquisição. Se um referendo não brecar o acordo, os socialistas vão pedir uma moratória na compra até 2025.
O acordo para compra do Gripen será submetido ao parlamento como parte do programa militar 2012 do Governo. As decisões parlamentares podem ser submetidas a votação pública na Suíça, no caso de suficientes votos serem coletados.
FONTE: Suiça

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Documento mais antigo do TTE suíço mostra a versao anterior do Gripen

Ainda é possível encontrar informes e documentação mais antiga sobre o TTE – Tiger-Teilersatz, ou programa de substituição parcial do F-5 Tiger II, seguindo alguns caminhos menos comuns no site da Força Aérea Suíça. Isso porque  o site é publicado em três línguas originais (italiano, francês e alemão), com algumas diferenças entre uma versão e outra e também em relação à versão resumida em inglês. Isso permite acesso a partes que não estão no ar em alguma versão ou mesmo no site da Armasuisse (organização suíça dedicada às aquisições de defesa), que também trazia informações sobre o TTE.
Um documento em pdf com as características do Gripen, acessível a partir da área do TTE em alemão, mostra uma versão diferente da que foi divulgada no pdf que acompanhou o informe sobre a seleção do caça sueco, publicado no último dia 30 de novembro de 2011 no site do Departamento de Defesa, Proteção Civil e Esportes (DDPS) da Suíça. Na parte do pdf novo que pode ser vista na imagem mais abaixo (com data de 28 de novembro de 2011 e que já mostramos em matéria anterior), o motor indicado é o General Electric F414G, o mesmo que equipa o demonstrador do Gripen NG (que testa as mudanças que deverão ser implementadas nas versões E / F do caça). Já o documento antigo, com data de 21 de agosto de 2008 e que pode ser visto na imagem acima, a motorização é o Volvo RM-12, que equipa a versões C/D. Essa diferença, além de todas as informações já declaradas por fontes suíças e da Saab nesses últimos dois dias, deixa ainda mais claro que a proposta do Gripen foi atualizada ao longo do processo.

Além da motorização, pode-se notar também as diferenças de peso vazio e máximo de decolagem, comprimento, envergadura, além do perfil da aeronave: a ilustração do caça no pdf mais novo mostra claramente a nova configuração do trem de pouso principal que vem sendo testada no Gripen NG Demo, que libera mais espaço na fuselagem para combustível. Curiosamente, a carga de armamentos externos não foi alterada, embora tenham sido acrescentados dois pilones.

Para as prentesões da Raaf, F-35 é só o começo do futuro
 

Pelo menos é o que parecem dizer os “papéis de parede” disponibilizados no site da Real Força Aérea Australiana (RAAF). Os australianos, que mal terminaram de receber seus novíssimos Super Hornets, e hoje aguardam na fila do F-35 em meio a várias polêmicas sobre o atraso desse caça de quinta geração, mostam a pretensão de conquistar o domínio do espaço.
Um pequeno pulo para o canguru do cocar da RAAF, mas um grande salto para todos os seus pilotos. “Ao infinito e além!”
CLBI lança foguete nesta sexta feira anoite

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, lança na sexta-feira, às 20 horas (horário de Brasília), o foguete VS-30. O exercício marca os 40 anos do acordo de cooperação tecnológica internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR). No último dia 25, o CLBI realizou com sucesso o treinamento para o lançamento deste veículo, lançando o veículo ORION.
O foguete VS-30 será lançado com uma carga útil científica portando dois experimentos: um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O VS-30 é um veículo mono-estágio que utiliza propelente sólido, tendo, no voo, 7,1 m de comprimento (dos quais 3,1 m de carga útil) e uma massa total da ordem de 1,5 mil kg.
Os experimentos
O experimento científico do INPE consiste em uma Sonda de Langmuir, que fará medidas do perfil da densidade de elétrons a partir do perfil da corrente recolhida por um sensor de aço inox, montado na ponta da coifa do foguete. A sonda medirá a temperatura cinética dos elétrons e coletará dados da função de distribuição de sua energia.
Já o experimento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um GPS desenvolvido em cooperação com o Instituto de Aeronáutica e Espaço, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete (neste caso) ou de um satélite no espaço. A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente – como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites. Atualmente, os receptores GPS utilizados na área espacial no País são importados.
FONTE:Portal Terra, via Notimp

Promotoria Suiça vai investigar o vazamentos de relatório dos caças

Promotores suíços iniciaram um inquérito sobre a violação de segredo oficial, após relatórios relacionados à compra de novos caças vazarem à mídia. A informação foi dada à Agência France Presse (AFP) nesta sexta-feira por uma fonte da justiça.
O Ministério Publico (prosecution office) Federal confirmou o início da investigação à AFP, após reportagens nos jornais locais Tages-Anzeiger e Bund. A investigação está relacionada a dois relatórios confidenciais da Força Aérea Suíça que faziam críticas às aeronaves suecas Gripen, fabricados pela Saab, e que foram mandados para um outro jornal, o Basler Zeitung.
Os relatórios foram publicados apenas dias antes da decisão do Governo Suíço sobre o tipo de aeronave de combate que compraria. Apesar das reportagens prejudiciais, o Governo Suíço optou pelo Gripen no acordo que é estimado em mais de três bilhões de francos suíços (aproximadamente 3,25 bilhões de dólares).
FONTE: Agência France Presse via The Local (edição Suíça)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nota da Rafale internacional Sobre a escolha do gripen pela a suiça

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Rafale International está surpresa com a escolha do Conselho Federal Suíço

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A equipe Rafale observou devidamente a escolha das Autoridades Suíças a respeito da aquisição de seu futuro avião de caça. A equipe lamenta que o Conselho Federal Suíço, como declarou oficialmente, “conscientemente decidiu não posicionar a Suíça no nível máximo da Europa no que se refere ao desempenho do novo avião de caça”.
As capacidades do Rafale permitiriam à Confederação Suíça atingir seus requerimentos operacionais com uma menor quantidade de aeronaves a um preço equivalente ou menor, como foi demonstrado durante as avaliações da Força Aérea Suíça.
O Gripen “adaptado à Suíça” existe apenas no papel. Seus riscos de desenvolvimento e produção aumentam significativamente os esforços financeiros requeridos pelas Autoridades Suíças para cumprir com o programa de aviões de caça do país.
A Rafale International estende seus sinceros agradecimentos às 250 empresas suíças que tomaram parte nas parcerias industriais do projeto nos 26 cantões da Confederação Suíça.
Berna, 30 de novembro de 2011
Rafale International
FONTE: Dassault Aviation

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nota no derpatamento de Defesa da suiça Sobre a Escolha do Gripen
 

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O Conselho Federal aprova a compra de 22 jatos Gripen (30/11/2011)

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O Conselho Federal decidiu adquirir 22 caças Gripen da Saab para substituir a frota obsoleta de F-5 Tiger. O projeto de aquisição será proposto ao Parlamento no âmbito do Programa de Armamento 2012.
Durante a última sessão de outono, o Parlamento aprovou as diretrizes para o desenvolvimento do exército. Para financiar um efetivo de100 000 militares, preencher as lacunas em equipamentos e permitir a reabilitação de imóveis, a Assembleia Federal decidiu aumentar para 5 bilhões de francos por ano o orçamento militare a partir de 2014. Enquanto isso, o Parlamento encarregou o Conselho Federal para começar, até o final de 2011, a compra de novos caças. O Conselho Federal cumpriu essa tarefa na sessão de quarta-feira decidindo pela aquisição de 22 jatos Saab Gripen, em substituição da frota obsoleta de F-5 Tiger.
Para a seleção do novo caça a jato da Suíça estavam competindo modelos três candidatos: o Rafale da fabricante francesa Dassault, o Eurofighter do consórcio europeu EADS / Cassidian e Gripen da empresa sueca Saab. Os três modelos foram submetidos pelo DDPS a uma avaliação global plurianual, durante a qual todos os candidatos demonstraram preencher os requisitos para a seleção do novo caça da Suíça.
A aquisição de um novo caça é um componente do desenvolvimento do exército. O DDPS acredita que, como tal, essa compra também deve ser sustentável a médio e longo prazo. Mesmo no caso do aumento do orçamento militar para 5 bilhões de francos anuais, a economia adicional continuará a ser essencial, e não podem ser adiadas as medidas necessárias para corrigir o mais rapidamente possível as lacunas de equipamento e para implementar projetos reabilitação dos imóveis: assim, as considerações financeiras desempenharam um papel decisivo na escolha do novo caça.
Ao escolher o Gripen, o Conselho Federal optou por umavião de combate que, ao mesmo tempo, atende às necessidades militares e também é financeiramente sustentável a médio e longo prazo para o DDPS e o exército. Em comparação com os outros dois modelos, o caça da Saab apresenta não apenas custos significativamente mais baixos de aquisição, mas também de operação. A escolha do modelo sueco permite a compra de um jato de combate capaz de um potente desempenho e garante que a substituição dos obsoletos F5 Tiger não resultá em perda financeira para outros setores das forças armadas e os equipamentos que eles necessitam. Com esta decisão, o Conselho Federal revela-se disposto a investir na segurança do país, sem se afastar dos imperativos da política financeira e tendo devidamente em conta a sustentabilidade financeira de todo o sistema. O Conselho Federal decidiu conscientemente não posicionar a Suíça, no que se refere ao desempenho de um novo caça a jato, no nível máximo existente na Europa.
Como os outros candidatos na disputa, a Saab se comprometeu a compensar 100% do valor do contrato, mediante compromissos  com a indústria suíça. Tal compensação de negócios no país permitirá à indústria do país ascender a um elevado conhecimento (know how) tecnológico e estabelecer novas relações comerciais a longo prazo. O Conselho Federal confia portanto que a aquisição de novos caças também envolve importantes estímulos importantes para o parque industrial e a pesquisa na Suíça.
O Conselho Federal determinou ao DDPS que defina, com a Saab e o governo sueco, os detalhes precisos da aquisição prevista de 22 caças Gripen e  avaliar a possibilidade de otimizar ainda mais o pacote contratual completo. Em fevereiro de 2012, o DDPS apresentará ao Conselho Federal uma gama de variantes para a aquisição proposta. O projeto será então proposto ao Parlamento no âmbito do Programa de Armamento 2012.
Implicações financeiras
Para permitir a compra de caças novos, o financiamento de um exército de 100.000 militares, a eliminação de lacunas de equipamentos e renovação de imóveis, em 29 de Setembro de 2011 o Parlamento incumbiu o Conselho Federal de aumentar para 5 bilhões, a partir de 2014, o limite de gastos para o exército, o que corresponde a um aumento de cerca de 600 milhões em relação ao plano financeiro final da legislatura 2013-2015.
Para financiar esses recursos adicionais, será necessário criar mais receita no montante de 600 milhões de francos ou decidir uma economia da mesma quantia. Por esta razão, o Conselho Federal instruiu o DFF para enviar, no início do próximo ano, o necessário embasamento para as decisões. Quando for adotado o Programa de Armamento 2012, o Conselho Federal pretende proceder de maneira simultânea com as decisões materiais pelo financiamento do aumento do  limite  dos gastos militares e enviar o dossiê para processo de consulta.
A mensagem relacionada, portanto, pode ser submetida à Câmara federal e aprovada pelo Parlamento no final de 2012 ou início de 2013. Um eventual programa de economia, que seria conectado em termos legais com o decreto referente ao crédito para a compra de aviões de combate, será emitido somente na forma de projeto submetido a referendo. Uma ordem  juridicamente vinculativa aos caças ocorrerá somente após a conclusão do processo de desisão parlamentar e eventual voto popular.
FONTE: DDPS (Departamento Federal de Defesa, Proteção Civil e Esporte da Suíça)

OPV L Adroit chega a Toulon

 


O OPV L’Adroit, primeiro da classe “Gowind”, atracou no dia 24 de novembro na base naval de Toulon no Mediterrâneo, seu porto base, apenas 18 meses após o término da construção no estaleiro Lorient da DCNS no Atlântico.
Construída com financiamento da própria DCNS, esta plataforma de segurança marítima está agora emprestada à Marinha da França por um período de três anos. Nos próximos meses, o L’Adroit vai demonstrar suas excepcionais capacidades.
O OPV classe “Gowind” lidera os esforços da DCNS para conquistar uma fatia maior do crescente mercado de navios de superfície de pequeno e médio deslocamento.
Nos próximos três anos, a Marinha Francesa vai testar as capacidades do navio nas atuais e emergentes missões que vão desde a pesca,  policiamento, interdição de drogas, proteção ambiental e ajuda humanitária para busca e salvamento no mar.
Com duas equipes em rotação a cada quatro meses, a alta confiabilidade do projeto está prevista para oferecer nada menos que 220 ​​dias de disponibilidade operacional no mar por ano.
Inovador pelo design
Com um comprimento de 87 metros, o OPV L’Adroit oferece três semanas de persistência em águas azuis, com alance de 8.000 milhas náuticas, velocidade máxima de 21 nós e um helicóptero / UAV no convés de vôo. O projeto também dispõe de plena provisão para a tripulação reduzida 30 pessoas e espaço para 30 passageiros.
As inovações e capacidades de especial interesse para o comando naval e as forças de guarda costeira incluem um passadiço panorâmico de 360​​° oferecendo visibilidade, um único mastro fechado oferecendo com 360° de visibilidade para os sensores, o lançamento discreto de barcos commando rápidos em menos de 5 minutos e provisão completa para veículos aéreos e de superfície não-tripulados (UAVs e USVs).
A família “Gowind” também se beneficia da vasta experiência da DCNS em sistemas de informação de comando. Esses navios podem ser facilmente adaptados para vigilância de área ampliada e, quando se trabalha em conjunto com os centros de controle em terra e outros navios em rede, para a detecção automática de atividades suspeitas por navios e outras embarcações.
Marinha inaugura o Centro de Operações da Esquadra
 

No mesmo dia do aniversário da Esquadra (10 de novembro), foi inaugurado o Centro de Operações da Esquadra (COE), em cerimônia presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.
O COE é um projeto moderno e inovador onde foram utilizados os mais avançados recursos tecnológicos no apoio às atividades de Comando e Controle.
O monitoramento em tempo real, a realização de videoconferência com outros Centros e o compartilhamento de dados, imagens e informações permitirão à Esquadra ter o pleno controle e acompanhamento de seus meios navais e aeronavais.
Com a sua operacionalização, a Esquadra garantirá a agilidade do processo de Tomada de Decisão, extremamente necessária no mundo moderno, onde a velocidade da informação requer reações e decisões rápidas.
Além do enfoque tático, o COE foi concebido para atuar, adicionalmente, em nível operacional, com tecnologia, material e pessoal que lhe capacita a assumir, em caráter contingente, as atribuições do Centro de Comando do Teatro de Operações Marítimas (CCTOM).
O novo Centro de Comando e Controle dispõe de avançados recursos e nasce para acelerar e enriquecer a consciência situacional marítima, contribuindo, de forma decisiva, para a consecução dos propósitos da Estratégia Nacional de Defesa (END).

FONTE e FOTOS: MB

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fab destaca lançamento de foguetes brasileiro na suecia e no CLBI


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Foguete brasileiro é lançado com sucesso na Suécia

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A Suécia lançou com sucesso o foguete brasileiro VSB-30, projeto desenvolvido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O VSB-30 V14 foi lançado com a carga útil TEXUS 48, contendo experimentos do Programa Microgravidade europeu.
O foguete, fabricado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), atingiu altura maior do que o previsto e caiu com precisão no ponto de impacto. De acordo com o Chefe da Subdiretoria de Espaço (SESP) do IAE, Coronel Aviador Avandelino Santana Junior, isso demonstra a qualidade de projeto do foguete brasileiro, favorecida pelas ótimas condições atmosféricas que contribuíram para o sucesso do lançamento.
O lançamento ocorreu nesta semana (27/11), em Esrange (Suécia), às 10h10 horário local, 7h30 pelo horário de Brasília.
O VSB-30 é certificado pela Agência Espacial Européia e pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). Foi 12º lançamento do foguete de sondagem VSB-30, que faz parte da cooperação entre Brasil e Agência Espacial Alemã (DLR). Três lançamentos aconteceram no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e os demais em Esrange.
Dados do voo:
  • Apogeu: 258,4 km (estimado); 263 km (real);
  • Alcance da carga útil: 74,16 km (estimado); 72 km (real);
  • Dispersão do ponto de impacto = 1 sigma;
  • Tempo de microgravidade: 6 min 11 seg.
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Foguete ORION V05 é lançado em exercício noturno da Operação Brasil-Alemanha, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

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Foram divulgadas hoje (29/11) as imagens do lançamento do foguete ORION V05, a partir do Lançador Móvel de Foguetes, recebido da Agência Espacial Alemã (DLR). O voo faz parte da Operação Brasil-Alemanha que marca os 40 anos do acordo tecnológico internacional entre os dois países. O lançamento aconteceu no final de semana (25/11), às 20h, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).
Durante todo o voo do foguete, desde o lançamento até a queda da carga útil no mar, foi realizado rastreamento e obtidos os dados de telemetria. O exercício serve de preparação para o lançamento do foguete VS-30 V08, previsto para o dia 2 de dezembro, que vai carregar carga útil científica portando dois experimentos: um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), visando estudo sobre o início da geração de bolhas ionosféricas e outro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O objetivo do voo é o treinamento das equipes no emprego da Estação de Telemedidas Móvel, bem como a verificação dos meios de lançamento. Esse foi o quinto voo do ORION no Brasil, na versão monoestágio. Os vôos anteriores foram realizados por meio de operações no Centro de Lançamento de Alcântara – CLA (MARACATI I e II) e no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI (Parelhas e Camurupim), todos transportando cargas úteis tecnológicas.
A Operação Brasil-Alemanha marca os 40 anos do acordo tecnológico internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR). Os principais objetivos da operação são o lançamento e rastreamento do foguete de sondagem VS-30 V08. O evento servirá também para o treinamento dos profissionais do CLBI para operar a estação Móvel de Telemedidas e o Lançador Móvel, além de interligar as estações (Telemetria, Radar e CTDL) do CLA e do CLBI.
 FONTE: FAB (Agência Força Aérea/CLBI/IAE)

Russia envia navios de guerra para a siria


A Rússia está enviando uma frota de navios de guerra para sua base naval na Síria, em uma demonstração de força que sugere que o governo russo está disposto a defender seus interesses no país, à medida que cresce a pressão internacional sobre o presidente Bashar al-Assad.
O jornal Izvestia divulgou nesta segunda-feira, citando o almirante russo aposentado Viktor Kravchenko, que a Rússia planeja enviar seu porta-aviões “Almirante Kuznetsov” e um navio patrulha, uma embarcação antisubmarino e outros navios. “Ter qualquer força militar além da Otan é muito benéfico para a região, uma vez que impede a eclosão de conflitos armados”, disse Kravchenko, que foi chefe da equipe da Marinha de 1998-2005, segundo o Izvestia.
Um porta-voz da Marinha, citado pelo jornal, confirmou que os navios de guerra russos seriam deslocados para a base de manutenção que a Rússia mantém na costa síria perto de Tartus, mas disse que a viagem não tem nada a ver com a revolta contra Assad. O jornal disse que o porta-aviões Almirante Kuznetsov seria armado com pelo menos oito caças Sukhoi-33, vários caças MiG-29K e dois helicópteros.
Sanções da Liga Árabe e pedidos da França para a criação de zonas humanitárias na Síria aumentaram a pressão internacional sobre Assad para acabar com a repressão, que segundo as Nações Unidas já causou a morte de 3.500 pessoas durante nove meses de protestos contra seu governo. A Rússia, que tem uma base de manutenção naval na Síria e cujo comércio de armas com o país rende milhões de dólares por ano, juntou-se à China no mês passado para vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, apoiada pelo Ocidente, condenando o governo de Assad.

 

Porta Avioes George Bush aproxima-se da costa da siria

O moderno porta-aviões atômico da Marinha de Guerra dos EUA George Bush foi deslocado da região do Golfo Pérsico para as costas da Síria. O navio é capaz de transportar até 70 unidades de aviação, inclusive 48 caças-bombardeiros. O porta-aviões é acompanhado por um grupo naval de apoio, que inclui um destróier.
Por este motivo, os especialistas apresentam um roteiro tanto pessimista como relativamente tranqüilo do desenvolvimento da situação junto às fronteiras marítimas da Síria. O colaborador do Centro Analítico da Conjuntura Econômica, Maxim Minaev, está convicto do seguinte:
“Trata-se da preparação de uma operação militar contra a Síria. Estas ações fazem lembrar a iniciativa análoga de concentração do grupo naval dos países da OTAN próximo da Líbia. Em geral, o roteiro se repete. Washington quer obter o máximo de dividendos da série de revoluções nos países do Oriente Médio e Norte de África. Considerando isto, Washington parte para a intervenção militar sem a sanção da ONU. E agora nós observamos a primeira etapa de colocação de contingentes navais dos países da OTAN sob a égide dos EUA no litoral da Síria.”
O orientalista da Universidade Militar, Oleg Kulakov, por enquanto não tende a dramatizar demais a situação:
“O fortalecimento do grupo de porta-aviões da Marinha de Guerra dos EUA no Mar Mediterrâneo tem caráter de ameaça. O tempo mostrará. É absolutamente evidente que os EUA realmente brandem armas. Eles nunca deixaram de fazê-lo. Aumentam seu grupo lá e isto naturalmente é um forte elemento de intimidação política, devendo a pressão militar ainda aumentar. Mas, talvez, não se possa falar de intervenção militar direta.”
No entanto, o aumento da tensão em torno da Síria parte também de outra frente. Um dia antes do envio do George Bush para as costas da Síria, o canal de televisão saudita Al Arabia divulgou uma notícia da tipo os russos estão chegando. Ele informou que, nas águas territoriais da Síria, estariam três navios da Marinha de Guerra da Rússia. Ele cita uma certa fonte próxima das autoridades supremas sírias.
A notícia, publicada por fonte saudita, foi repetida pelo jornal israelense Gaarets e por outros meios de informação regionais. Um representante do Ministério da Defesa da Rússia, em entrevista à Voz da Rússia, não confirmou esta informação .
Enquanto isso, os especialistas assinalam que no porto sírio de Tartus encontra-se uma base militar russa, por isso não há nada de surpreendente no fato de que lá poder ter sido assinalada a presença de navios da Marinha de Geurra da FR. Este é ponto de abastecimento material e técnico – a única base militar russa hoje nesta zona distante.
O acordo sobre a instalação da base foi assinado com o governo da Síria há 40 anos, ainda nos tempos soviéticos. Hoje em Tartus restam apenas 50 marinheiros da Frota do Mar Negro. Eles dispõem de três atracadouros, oficina flutuante, depósito para equipamentos auxiliares e diferentes estruturas em terra.
No âmbito do combate aos piratas somalis, no ano passado o porta-aviões russo Almirante Kusnetsov chegou à base em Tartus. Lá descansou a tripulação do destróier Neustrachimi antes de voltar do golfo de Aden para Baltiisk. A base deverá ser modernizada para poder receber navios pesados depois de 2012.
FONTE: Voz da Rússia / FOTO: US Navy
Hawker Tenta Mante Disputa com a embraer


A americana Hawker Beechcraft já começou a se movimentar politicamente para tentar reverter a sua exclusão do fornecimento de 20 aeronaves de treinamento militar para o programa Light Air Support (LAS), da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). Segundo um especialista do setor de defesa no Brasil, a empresa americana aproveitará o ambiente de cortes no orçamento do governo do seu país para fortalecer o argumento de que este contrato é fundamental para a manutenção de 1400 empregos em sua fábrica, na cidade de Wichita, no Estado do Kansas.
Em nota divulgada logo após o anúncio da sua eliminação, dia 18 de novembro, a Hawker informou que já havia solicitado à USAF um relatório sobre os motivos de ter sido retirada do processo e ressalta que já investiu mais de US$ 100 milhões no desenvolvimento do seu avião, o AT-6, para atender aos requisitos da concorrência.
“Acompanhei de perto todas as concorrências que o Super Tucano e outros aviões de defesa da Embraer participaram nos Estados Unidos e em todas ficou muito claro que o lobby político não consegue mudar a decisão técnica, mas ele pode sim cancelar o programa”, afirmou a fonte, que trabalhou na Embraer por 20 anos.
A Embraer prefere não fazer comentários. Ela está cautelosa com a situação. Segundo um executivo da área de defesa da empresa, o fato de a Embraer ser a única finalista no processo não garante a vitória. As decisões no mercado de defesa, segundo ele, não costumam ser tão óbvias.
“Em decisão recente, a Airbus North America, por exemplo, ganhou a concorrência da USAF para substituição da frota dos aviões de reabastecimento aéreo KC-135, mas não levou o contrato. Mesmo o Airbus tendo sido considerado superior ao avião da Boeing, o governo cancelou o processo e depois contratou a empresa americana”, diz o executivo da Embraer.
A postura de cautela da Embraer também se baseia na própria experiência e no histórico de tentativas de venda do Super Tucano para os EUA. Em 1994, a empresa esteve perto de ganhar um contrato de US$ 4 bilhões para a venda de 720 aeronaves na categoria do treinador básico EMB-312 Tucano, versão anterior ao Super Tucano.
A vencedora do programa, batizado de JPATS, foi a Hawker, que se apresentou na competição com a parceira suíça Pilatus e o treinador PC-9. O modelo era fabricado pela Pilatus, mas o projeto foi vendido para a Hawker e transformado posteriormente no T-6, que atualmente está sendo modificado para a versão AT-6.
Na época, segundo conta um ex-funcionário da área de defesa da Embraer, a Força Aérea dos EUA tinha feito a mesma proposta para a Embraer, que se negou a repassar o projeto, tendo em vista as perspectivas comerciais do modelo no mercado internacional.
A parceira da Embraer no JPATS, a americana Northrop, também acabava de ganhar um grande contrato de venda de aeronaves para o governo americano e esse foi um dos motivos alegados para a vitória da Hawker, pois as compras do governo não poderiam beneficiar apenas uma empresa.
Um ano depois do JPATS, e em meio ao complicado processo de privatização da Embraer, o Super Tucano chegou a ser anunciado oficialmente como vencedor do programa de treinamento básico de pilotos da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da Força Aérea Canadense. Novamente o modelo foi preterido, mas desta vez por influência do governo do Canadá, devido ao contensioso que existia na época entre a Embraer e a Bombardier, na área de aviação comercial.
Independentemente do histórico de dificuldades que envolveram a inserção do avião brasileiro no maior mercado mundial de defesa, as equipes da Embraer estão confiantes na conquista do contrato, avaliado em US$ 250 milhões.

Embora não seja americana, a Embraer possui a seu favor o fato de que o avião tem mais de 70 fornecedores de serviços e de componentes em 21 Estados americanos, que correspondem a uma cadeia de fornecedores superior a 1200 funcionários nos EUA.
“Mais de 80% do Super Tucano está de acordo com a Lei do “Buy American Act”, que exige um conteúdo americano superior a 50%, para os produtos comprados fora dos EUA”, comentou uma fonte do setor de defesa. A Embraer, segundo a fonte, também é considerada uma das três maiores compradoras mundiais de peças, conjuntos e componentes aeronáuticos de empresas americanas para os seus jatos comerciais e executivos.
“Se ganhar o contrato da USAF, a empresa vai construir uma fábrica nos EUA e gerar 50 novos empregos”, afirmou a fonte.
FONTE: Valor Econômico
Cortes da Defesa dos Eua Ameçam Encomenda Australiana de F-35

Segundo reportagem do jornal australiano Canberra Times, o programa trilionário do F-35 norte-americano não irá sobreviver à última rodada de cortes no orçamento de defesa dos Estados Unidos. O aviso é do analista Peter Goon, do “Air Power Australia”. Goon afirma que daqui a aproximadamente um ano a quantidade de aeronaves do tipo encomendadas pelos EUA terá sido drasticamente cortada. Além disso, diz que ao menos uma das três versões do caça será cancelada, podendo mesmo chegar a duas.
Ainda segundo o analista, isso poderia trazer um impacto significativo nos planos da Austrália em adquirir até 100 caças F-35, por um custo estimado em 10 bilhões de dólares.
Especialistas opinam que se as encomendas dos EUA for reduzida o valor unitário para clientes como a Força Aérea Real Australiana crescerá. Para Andrew Davies, do “Australian Strategic Policy Institute”, as disputas internas dos Estados Unidos a respeito do orçamento de defesa poderão resultar em mudanças no programa do F-35. Porém, ele não espera que o resultado seja tão apocalíptico como sugere Peter Goon.
Para Davies, “futuros cortes (na quantidade de aeronaves encomendada pelas Forças Armadas dos EUA) são algo plausível. Mas o futuro da Força Aérea dos EUA é uma prioridade (para os norte-americanos). Não há uma opção de reserva. O que eles (EUA) poderão fazer? Ressucitar o F-22, que é mais caro ainda?”
Até 30% da produção do F-35 deverá ser destinada a clientes internacionais, como a Austrália. Mas o caça está em risco devido a uma lei de controle do orçamento, assinada em 2 de agosto pelo presidente dos EUA Barack Obama. E, até a próxima eleição nos Estados Unidos, o presidente Obama não deverá dar muita atenção aos pedidos dos Republicanos que, após insistirem em cláusulas punitivas, agora querem reverter os cortes.
FONTE: Canberra Times

 

 Aeronaltica divulga a nota constestando reportagem A Farra da Fab da istoé

Nota Oficial – Esclarecimento sobre reportagem da Revista ISTOÉ (Ed.2194)

O Comando da Aeronáutica contesta o teor da reportagem “A Farra da FAB” da revista ISTOÉ, em sua última edição de número 2194, sobre supostas irregularidades na folha de pagamento do Comando da Aeronáutica. Dessa forma, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) presta os seguintes esclarecimentos:
O Comando da Aeronáutica, ao longo do ano de 2011, vem atualizando as informações administrativas constantes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) decorrentes do desligamento de militares da Aeronáutica. Essa atualização se dá através do envio de informações retificadoras ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O principal item em atualização é a inclusão da data de desligamento de ex-soldados.
Por meio das informações da RAIS, o MTE poderá atualizar ou inserir a data de desligamento, bem como qualquer outro dado relativo aos ex-soldados no Cadastro Nacional de Informações e Serviços (CNIS). É importante salientar que esse cadastro não proporciona qualquer efeito na elaboração da folha de pagamento da Aeronáutica.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), por sua vez, destina-se a fornecer informações utilizadas pelo programa de seguro-desemprego, condição não aplicável aos militares.
O ato administrativo que implica o imediato cancelamento do pagamento de remuneração (salário) de um militar da Aeronáutica é a publicação do seu desligamento do serviço ativo em boletim interno de sua organização militar, fato que a própria reportagem afirma ter ocorrido.
No momento em que a reportagem acusa a Aeronáutica de desviar até R$ 3 bilhões a partir de apurações incompletas, em particular a ausência de informações contidas na RAIS, comete equívocos, mistura conceitos, apresenta deduções descontextualizadas e confunde o leitor, promovendo uma “farra de suposições”.
Outro erro da reportagem foi confundir o conceito de “inativo” extraído do Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES)*, com o de “aposentado”. Inativo, no SIGPES, significa que o indivíduo não está exercendo atividade funcional na instituição, podendo estar nessa condição de forma remunerada ou não.
O ex-soldado Paulo André Schinaider da Silva, citado na matéria, teve seu licenciamento (exclusão do serviço ativo) da Aeronáutica publicado em março de 2004. Desde então não faz jus e não recebe nenhum tipo de remuneração. Tal fato também impossibilita que outro cidadão possa receber salário em seu lugar.
Cabe destacar que o Comando da Aeronáutica tem mantido informados o Ministério da Defesa e o Ministério Público Federal a respeito das acusações apresentadas por ex-soldados da Aeronáutica.
Brasília, 28 de novembro de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Esclarecimento: O Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES) é uma ferramenta do Comando da Aeronáutica destinada a produzir informações relativas ao efetivo militar e civil, ativos, inativos ou pensionistas vinculados a este Comando.

Japao Preparando a sexta geração?

Matéria do portal de notícias colaborativo Allvoices, baseada em informações divulgadas em novembro pela Jane’s Defence Weekly, aponta para o desenvolvimento japonês de um caça de sexta geração, com capacidade “counter stealth” (contra aeronaves furtivas).
O caça de 6ª geração será construído baseado no conceito ATD-X (Advanced Technology Demonstrator-X), que é um demonstrador de tecnologia. Em breve, o próprio ATD-X deverá ter iniciada a produção de sua célula. Ainda segundo a matéria, até o final do ano espera-se que o Ministério da Defesa do Japão e a Mitsubishi Heavy Industries assinem um contrato do ATD-X, sendo que já foi preparado um orçamento de 39,2 bilhões de ienes (aproximadamente meio bilhão de dólares ou 934 milhões de reais), para o período 2009-2016.
Segundo o diretor do Instituto de desenvolvimento de sistemas aéreos e pesquisa para desenvolvimento técnico do Japão, tenente general Hideyuki Yoshioka, “tecnologicamente, o Japão não tem problemas para desenvolver capacidades furtivas (em aeronaves). Nós faremos uma grande aeronave”.
Os planos de desenvolvimento chineses para o caça de quinta geração Chengdu J-20, assim como a aeronave russa Sukhoi PAK-FA T-50, torna mais urgente o desenvolvimento da aeronave japonesa. Yoshioka afirma que os japoneses sabem “detectar efetivamente os caças de terceira e quarta geração à distância, mas com a emergência das aeronaves de quinta geração nós não temos certeza de como será o desempenho dos radares na ocasião.” O general espera que o ATD-X faça seu voo inaugural no ano fiscal de 2016, e vê isso como “uma absoluta necessidade, vital para a defesa aérea do nosso país.”
Ainda assim, o ATD-X não deverá ser produzido em massa para assumir o papel do Mitsubishi F-2, sendo usado apenas para pesquisar uma variedade de tecnologias avançadas e a integração de sistemas, como base para a produção de um caça de sexta geração. No conceito japonês, o caça de 6ª geração terá a habilidade I3 (informado, inteligente, instantâneo), sendo “counter stealth”, ou antifurtivo, e substituirá a frota de caças F-2.

FONTE: Allvoices (tradução, adaptação e edição: Poder Militar Brasileiro)


domingo, 27 de novembro de 2011

Nuclep recebe Visitas das Comitivas Da Marinha Nacional Da França e Da Marinha Do Brasil
A NUCLEP recebeu, no dia 22/11/11, a visita do Almirante Bernard Rogel, Chefe do Estado-Maior da Marinha Nacional da França, acompanhado de sua comitiva, e do Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, também acompanhado de sua comitiva. Os visitantes foram recebidos pelo Presidente da NUCLEP, Jaime Cardoso, e pelo Diretor Industrial da NUCLEP, Liberal Zanelatto.
FONTE: NUCLEP

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Aliança  entrega Hoje Para a Cbo Atlantico


Evento ocorrerá no Centro Cultural da Marinha


O Estaleiro Aliança realiza amanhã, quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia de batismo e entrega do PSV CBO Atlântico à Companhia Brasileira de Offshore (CBO). O evento será realizado no Centro Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro. A embarcação é a décima nona da frota da CBO e vai operar para a Petrobras.
Com 76,3 metros de comprimento e 3.200 toneladas de porte bruto, a embarcação tem boca de 16 metros e calado máximo de 6,3 metros. O financiamento é do Fundo da Marinha Mercante, através do BNDES. A madrinha do navio será Ana Carla Abreu, esposa do presidente da Cedae, Wagner Victer, que foi secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo de 1999 a 2007.
Inovação tecnológica – Além deste PSV, a CBO também está construindo no estaleiro Aliança outros cinco navios de apoio marítimo. As embarcações incorporam inovações tecnológicas a partir do formato do casco X-Bow, projetado pela norueguesa Ulstein. Segundo a CBO, o formato da proa propicia melhor comportamento em mar agitado, melhorando o desempenho no apoio marítimo a plataformas de petróleo em campos distantes da costa.
A companhia destaca também que a série de embarcações tem sistema híbrido de transporte de carga, que permite o transporte de drill cuttings, material retirado durante operações de perfuração no solo submarino. Os navios também serão dotados de sistema de propulsão diesel-elétrico, proporcionando maior flexibilidade no uso do conjunto de motores, principalmente nas aplicações que exigem muitas manobras. Segundo a CBO, as embarcações também contarão com sistemas de comunicação de dados e de voz via satélite e sistemas de posicionamento dinâmico com redundância, o que possibilita maior segurança das operações. (Da Redação)
FONTE: Portos e Navios
F5- Da Fab Disparando um Missel
É muito difícil ver fotos de aeronaves da FAB disparando mísseis. Finalmente consegui encontrar uma “foto”.

Forças Brasileiras Na Libia
 Nas operações aéreas sobre a Líbia foram enviados cerca de 350 aeronaves de combate e apoio de 12 países. Foram criadas três posições de Patrulhas de Combate Aéreo na costa mantidas continuamente e quatro de Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea. As forças de apoio eram formadas por aeronaves de vigilância e inteligência Astor, J-STARS, RC-135, EP-3, Nimrod R1, Transall e Global Hawk e onze órbitas com aeronaves de reabastecimento aéreo.
Nossas Forças Armadas não enviaram nenhuma unidade para operar durante os combates recentes na Líbia assim como não participaram de outras operações de coalizão como a Operação Tempestade no Deserto, Operação Allied Force (Kosovo) e Iraq Freedom. Em uma situação hipotética, caso sejamos chamados, o que seria feito? As possibilidades discutidas a seguir consideram capacidades atuais, futuras e o que deve ser adicionado as nossas forças armadas.

Possibilidades da FAB

As operações recentes na Líbia foram na maior parte aéreas e por isso a FAB seria o principal candidato a participar. O meio mais provável que poderia ser enviado seriam os KC-137. É uma aeronave de apoio que não traria muitos problemas políticos. Muitas aeronaves participando do conflito usavam reabastecimento por sonda e as patrulhas aéreas duravam muito tempo, com vários reabastecimentos durante a missão.
A Grécia enviou um dos seus E-99 para realizar missões de Controle e Alerta em Voo (CAV). Então os E-99 da FAB seria outro candidato. As limitações começam a aparecer na forma de compatibilidade com outras aeronaves. O padrão usado era o da OTAN e seria necessário ter meios de comunicação padronizado como rádios com salto de frequência e datalinks compativeis. A padronização dos procedimentos também seria necessário e a FAB está resolvendo esta questão com treinamentos conjuntos com outros países. Para segurança também seria necessário um identificador amigo-inimigo (IFF) padronizado da OTAN. Sem padronização os E-99 teriam que atuar mais a retaguarda apoiando outras missões como as órbitas de reabastecimento em voo e fazendo controle de trafego aéreo.
A maioria dos países que atuou na zona de exclusão aérea enviou destacamentos de 4 a 6 aeronaves de caça. A quantidade está bem dentro da capacidade da FAB. A questão passa a ser a capacidade das aeronaves. Os países da OTAN logo conquistaram a Superioridade Aérea. Os pilotos líbios não estavam interessado em lutar pelo seu ditador ou sabiam o que esperavam depois da experiência iraquiana no Golfo. Sua força aérea já estava bem debilitada pelo embargo de armas.
Os F-5EM são os primeiros candidatos da lista. A capacidade não impressiona muito comparado com outras aeronaves da OTAN como o Rafale, Eurofighter e F-16E. Porém, outros caças de segunda geração modernizados também participaram da operação como os Mirage F1 e Super Etandard franceses. Os F-5EM poderiam realizar missões de defesa aérea, realizando Patrulhas de Combate Aéreo mais a retaguarda, cobrindo aeronaves de apoio. Foi a missão que realizaram recentemente durante na Red Flag. Os mísseis Python 5 e Derby são uma ameaça real contra os atuais caças disponíveis na Líbia.
Para participar de operações ofensivas seria necessário que os F-5EM estivessem equipados com armas guiadas. A FAB já comprou os casulos Litening e bombas guiadas a laser Lizard, mas não se sabe se os F-5EM estão qualificados para usar estes sistemas de armas.
Os AMX italianos participaram das operações aéreas sobre a líbia realizando missões de ataque com armas guiadas e reconhecimento tático com os casulos Reccelite. Os AMX da FAB estão equipados com o casulo Reccelite e poderiam realizar pelo menos as missões de reconhecimento. Também foram equipados com o casulo Litening e bombas guiadas a laser Lizard, mas os AMX da FAB não foram modernizados ao contrário dos AMX italianos, tendo limitações em relação aos sensores de alerta radar e guerra eletrônica. As bombas Lizard apoiadas pelos Litening permitiriam que os AMX ataquem os alvos a média altitude e longe da maioria das defesas aéreas em terra, ao mesmo tempo garantindo que aos lvos sejam destruídos com grande precisão. As defesas aéreas líbias foram desabilitadas em poucos dias pelas aeronaves da OTAN. Os futuros A-1M estarão plenamente capacitados para operar em futuras guerras de coalizão, a não ser em relação as questões de padronização já citadas.
Os AMX italianos voaram equipados com os mísseis AIM-9L/M Sidewinder para auto-defesa. Os AMX da FAB já devem ter recebido os MAA-1 Piranha com capacidade semelhante. Futuramente irão receber mísseis ar-ar mais capazes como o MAA-1B e A-Darter.
As imagens abaixo mostram o casulo Reccelite instalado em um AMX da FAB e fotos dos testes da bomba Lizard nos AMX.

Os novos P-3AM da FAB também seriam candidatos a participar das operações. Não estão equipados com armas anti-navio, mas poderiam chamar apoio se se detectassem alvos.
Seria uma ótima propaganda para a EMBRAER se os A-29 Super Tucano participassem das operações. A maior limitação seria a capacidade de sobrevivência da aeronave visto que os A-29 da FAB não estão equipados com sistemas defensivos modernos como alerta radar e alerta de aproximação de mísseis. Até mesmo sensores FLIR mais capazes, como o casulo Litening, seria necessário. A imagem abaixo é do casulo MCF-8F que equipam os Tornados IDS da RAF.


Os MCF-8F são empregados para levar chaff e flare em grande quantidade, mas também podem ser equipados com sensores passivos para alerta de aproximação de mísseis como mostra a imagem inferior da foto. Os A-29 da FAB poderiam ser equipados com casulos semelhantes, recebendo também um sistema de alerta radar. Como seriam necessários apenas em cenários mais perigosos, como missões de busca e salvamente de combate, poderiam ser comprados em pequena quantidade.

Possibilidades da MB

A MB poderia facilmente enviar uma fragata para reforçar o embargo ao redor da Líbia. Os helicópteros Lynx armados com mísseis Sea Skua seriam os meios principais. Ao receberem os novos FLIR estariam mais bem preparados para a missão.
Os AF-1M modernizados teriam a mesma capacidade do AMX. Seriam bem vindos pelos países da coalizão em um cenário onde o acesso a bases aéreas for limitado. O porta-aviões A-12 São Paulo poderia até apoiar aeronaves de outros países, principalmente helicópteros.
Navios de escolta capazes de levar pelo menos um dos novos helicóptero MH-16 equipado com mísseis leves capazes de atacar alvos em terra seriam bem vindos. Os franceses usaram os helicópteros de ataque Tiger e os britânicos os Apache para atacar alvos na costa. Os SH-60 da US Navy já são capazes de disparar os mísseis Hellfire guiados a laser, mas outras opções no mercado podem ser o Lahat e a Spike-ER israelense. Assim o MH-16 poderia atacar alvos próximo a costa, onde realmente aconteceram a maioria dos combates. O FLIR e um telêmetro já estão disponíveis na torreta no queixo do MH-16 como mostra a imagem abaixo.



Uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) tático embarcado capaz de ser levada na Fragata seria útil. Um modelo simples e barato, já em uso em escoltas, é o ScanEagle da Boeing.
A MB está adquirindo os S-2 Tracker para atuar como aeronave de Controle e Alerta em Voo (CAV), mas um helicóptero equipado para a missão poderia operar de uma fragata para adquirir alvos em terra com o radar, realizando a mesma função dos R-99. Seria a mesma missão que os Sea King AEW da Royal Navy estão fazendo no Afeganistão. Os alvos encontrados no radar seriam passados para os ARP e SH-60 e poderiam ser depois atacados.
Os navios da MB também poderiam participar diretamente dos ataques contra alvos em terra. Os ARP e helicópteros poderiam atuar como aeronaves de vigilância e designação de alvos e os alvos seriam atacados pelos canhões das fragatas. Claro que a capacidade atual dos canhões Mk8 seria insuficiente. Uma nova capacidade, e bem desejável, seria o uso de projéteis guiados. Uma arma que poderia armar as novas fragatas da MB seria o canhão Compact 127/64LW da Oto Melara equipados com os projéteis Vulcano. O alcance máximo gira em torno de 100 km podendo ter guiamento terminal a laser. A potência dos projéteis seria suficiente para atacar tropas e blindados em terra. A imagem abaixo é do canhão Compact de 127 e dos testes do projétil Vulcano.
Os navios da MB também poderiam atacar alvos em terra com mísseis. Poderia ser uma arma dedicada como os mísseis cruise, sendo o Scalp naval francês o modelo mais provável, ou com um míssil anti-navio com capacidade de atacar alvos em terra. Poderia se até uma versão do MAN-1 com guiamento por GPS.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Saab Exibe o que Ha Mais Avançado em Inovação Tecnologica

 

No evento Open Innovation Seminar, realizado em São Paulo de 23 a 25 de novembro no Grand Hyatt Hotel, a Saab exibirá o simulador de seu caça Gripen como um exemplo de inovação sueca e do que há de mais avançado em tecnologia, e que está incorporada no Gripen NG


No evento Open Innovation Seminar, realizado em São Paulo de 23 a 25 de novembro no Grand Hyatt Hotel, a Saab exibirá o simulador de seu caça Gripen como um exemplo de Inovação sueca e do que há de mais avançado em tecnologia, e que está incorporada no Gripen NG.
O Open Innovation Seminar é o primeiro seminário latino-americano dedicado à discussão sobre open innovation, ou inovação aberta. O objetivo é a troca de informações sobre a prática de open innovation no Brasil e no mundo, resultando na criação de novas parcerias e redes.
Serão realizados vários seminários, incluindo apresentações de Pontus de Laval, o Diretor de Tecnologica da Saab, que falará na Arena de Pesquisa e Tecnologia, assim como de Fredrik Nordh, o Presidente da Saab Ventures, que abordará os temas plataformas de desdobramento, incubação e investimentos de capital de risco.
“Vemos ótimas oportunidades no Brasil para os nossos produtos de alta tecnologia nas áreas de defesa e segurança, bem como para o desenvolvimento de novos produtos em conjunto com parceiros brasileiros. Ao entrarmos no mercado
brasileiro, queremos fazê-lo em cooperação com parceiros daqui, aproveitando suas competências e experiências de mercado. Sendo assim, estamos buscando ativamente parceiros, para, juntos, desenvolvermos projetos para o futuro”.
A Saab tem uma ampla experiência em colaborações estreitas em projetos de Pesquisa e Tecnologia (P&T), com uma ampla variedade de parceiros. Estes projetos de P&T são, muitas vezes, desenvolvidos e executados dentro de Grupos
Neutros de Inovação, sendo determinados por desafios que a sociedade enfrenta.
Estas cooperações estreitas constituem a espinha dorsal do desenvolvimento da indústria sueca de alta tecnologia, contribuindo para posicionar a Suécia entre os países mais inovadores do mundo. Muitos de nossos produtos, incluindo o caça Gripen, foram desenvolvidos e apoiados neste contexto.
“Queremos desenvolver estes grupos no Brazil e conectá-los ao nosso grupo global de Parceiros em Inovação”, disse Pontus de Laval.

FOTOS: Saab